Trechos da entrevista coletiva do governador Geraldo Alckmin após a inauguração do Centro de Integra

Final

ter, 08/05/2001 - 17h30 | Do Portal do Governo

Final

Pergunta: Como o senhor avalia a punição diferenciada para os senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda. Já se fala em suspensão temporária de 120 dias para o ACM e cassação do mandato do Arruda. Como o senhor avalia isso?

Alckmin: Eu acho que não é o caso de avaliar essa graduação de punição. O importante é não deixar dúvidas no processo e depois aguardar o resultado da comissão de trabalho do Senado para ver a punição devida.

Pergunta: Mas governador, o senhor não acha que o presidente Fernando Henrique Cardoso deveria se cercar de mais cuidado com as pessoas que trabalham com ele? O presidente já coleciona um número sem fim de membros, inclusive do primeiro escalão, que já se envolveram em várias denúncias. Em menos de um mês ele perdeu o líder do PSDB (que inclusive teve de sair do partido), e agora, está na iminência de perder também um ministro.

Alckmin: Olha, governar é uma tarefa dura. Você apurou algum caso, você toma medidas. Isso é uma tarefa sem fim, você não conclui. O problema do Brasil é o problema de não ter feito a primeira das reformas, que é a reforma política. Então, nós temos um sistema político do qual o presidente ganha no primeiro turno das eleições e o seu partido tem 20% de representação no Congresso Nacional. Como é que você governa? Tem que se buscar alianças. Alianças possíveis. Se tem dificuldade, corrige.

Pergunta: Governador, como o senhor vê essa briga da prefeitura com os empresários de ônibus? Se acaba o subsídio, a discussão sobre o valor da nova tarifa? Como o senhor está vendo isso?

Alckmin: Isso aí você deve perguntar para a Marta Suplicy, nossa prefeita.

Pergunta: Governador, por falar em prefeitura, saiu uma nota na coluna da Tereza Cruvinel (Globo), que diz estar havendo uma aproximação entre o senhor e o vice-prefeito, Hélio Bicudo. Está realmente ocorrendo essa aproximação?

Alckmin: Não. Eu li a matéria, mas a última vez que falei com o dr. Hélio Bicudo, acho que foi junto com a prefeita. Não tem nada havendo de especial com o vice-prefeito. E o nosso relacionamento institucional com a Prefeitura é um relacionamento positivo. Claro que pode avançar mais ou menos, depende das medidas administrativas, mas o Governo está aberto. Aliás, na inauguração do Teatro Paramount, eu até transmiti à prefeita que no caso do Carandiru, nós estamos abertos para fazer a Operação Urbana. Já começamos as 11 penitenciárias e elas deverão ficar prontas num prazo de seis meses. Vamos fazer a transferência dos presos da Casa de Detenção e a cidade vai ganhar uma área de 200 mil metros quadrados, uma área de uso comum da população. Lá dentro tem escondidinho, um trecho remanescente de Mata Atlântica, com mais de cinco hectares de mata. Então vai ser uma área muito boa para a população da Zona Norte, do outro lado do Rio Tietê. E quanto à Prefeitura, estamos abertos a questão da Operação Urbana, porque com os recursos advindos dessa operação podemos completar o trabalho com o restante da área do Carandiru.

Pergunta: Por falar em recursos, governador, se o leilão da Cesp não sair o que vai deixar de ser feito com esse dinheiro que seria arrecadado?

Alckmin: Cada coisa no seu tempo. O leilão está marcado, vamos aguardar a decisão do Supremo.