Simpósio propõe adoção de estilo de vida saudável

O evento consolidou-se como um dos mais tradicionais e importantes no Brasil e na América Latina

ter, 02/10/2018 - 11h38 | Do Portal do Governo

Entre os dias 4 e 6 de outubro, acontece no Centro de Convenções Rebouças, a 41ª edição do Simpósio Internacional de Ciências do Esporte. O evento reúne profissionais, pesquisadores e instituições envolvidas com Ciências do Esporte e Promoção da Saúde, a fim de promover um debate sobre um estilo de vida ativo e feliz.

O Simpósio promovido pelo CELAFISCS (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul) ocorre anualmente desde 1997 e consolidou-se como um dos mais tradicionais e importantes eventos científicos no Brasil e na América Latina. Pesquisadores, professores e alunos encontram nele a oportunidade de se encontrar e interagir academicamente sobre temas como Exercício Físico, Fisiologia do Exercício, Medicina Esportiva, Nutrição Esportiva, Treinamento Esportivo, Atividade Física e Saúde e a Promoção da Saúde.

A importância de uma rotina ativa

A falta de uma rotina que contemple atividades físicas pode desencadear em uma série de problemas de saúde física e mental. Obesidade, hipertensão, diabetes, depressão e Alzheimer são algumas das doenças que podem ser causadas pelo sedentarismo.

Sair dessa condição, entretanto, pode ser mais prático do que se imagina. Idealizado pelo CELAFISCS em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Programa Agita São Paulo nasce com o objetivo de aumentar o nível de atividade física e de conhecimento sobre os benefícios de adoção de um estilo de vida ativo.

O Agita SP acontece uma vez ao ano, mas a intenção é que a ideia de adoção de um estilo de vida ativo seja explorada no decorrer do ano.

Para o coordenador do Programa Agita São Paulo e diretor-científico do CELAFICS (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), Victor Matsudo, basta 30 minutos por dia dedicados a uma atividade física para a pessoa “carimbar o passaporte da saúde e não ser mais acusada de ser sedentária”.

“A desculpa para muita gente, principalmente moradores de grandes cidades como São Paulo, é a falta de tempo. A grande mágica do Agita SP é incentivar as pessoas a acumularem esses 30 minutos durante o dia com intensidade moderada. Desse modo, você pode fazer 10 minutos andando até o seu trabalho, mais 10 minutos indo do trabalho até o restaurante do almoço e mais 10 minutos voltando”, sugere ele.

O Programa foi implantado no Estado de São Paulo em fevereiro de 1997. Na década de 1990, o sedentarismo comprometia 70% da população paulista. Mais de vinte anos depois esse número se inverteu: cerca de 70% dos paulistas atingem o tempo de exercício proposto pelo programa.

Os números do Agita SP refletem também no sistema de saúde do Estado de São Paulo. Victor explica que, com os novos costumes, ocorre uma diminuição de demanda nos postos e hospitais públicos. “Diminuiu o número de pessoas que precisam marcar consultas, tomar remédios, fazer exames laboratoriais, se internar ou operar”, conta ele. “A soma total da economia para as contas do setor de saúde do Estado de São Paulo, em uma conta feita pelo Banco Mundial, é de 310 milhões de dólares por ano”.

Alguns grupos com dificuldade de mobilidade também devem encarar o sedentarismo. Para as grávidas, por exemplo, o ideal é não exagerar na hora da malhação, mas de jeito nenhum abandonar a atividade física (sempre com o acompanhamento de um especialista).

“Os benefícios de um estilo de vida ativo para grávidas vão desde o controle de peso e de glicemia até a prevenção de hipertensão. As gestantes devem ter consciência que, nesse momento, os riscos não se aplicam somente a ela. Ao bebê também”, explica Timóteo Araújo, presidente do Celafiscs.

Males causados pelo sedentarismo:
– Aumenta a resistência em insulina e, com isso, aumenta o risco de diabetes;
– Aumenta o colesterol, o que contribui com as chances de hipertensão;
– Aumenta a chance das diferentes causas de câncer, em especial o de mama;
– Causa diminuição da massa óssea, contribuindo para a osteoporose;
– Aumenta o risco de problemas da vesícula biliar;
– Contribui para a perda da memória, para casos de depressão, autoestima e também casos de Alzheimer.