Semáforo plano mais leve reduz custos de instalação e manutenção

Aparelho foi criado por pesquisadores do Laboratório de Apoio Tecnológico (LAT), do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP

qui, 06/09/2007 - 17h29 | Do Portal do Governo

Um novo modelo de semáforo plano baseado em Diodos Emissores de Luz (LEDs), mais leve e que não requer postes especiais para instalação, foi criado por pesquisadores do Laboratório de Apoio Tecnológico (LAT), do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. O semáforo consome dez vezes menos eletricidade e possui um sistema de baterias que mantém seu funcionamento durante uma hora e meia em caso de queda de energia.

A utilização de LEDs reduz o peso do semáforo e aumenta a qualidade da luz emitida, assim como sua durabilidade, como explica o engenheiro Luiz Gussen, do LAT. ”Sua aparência é semelhante a da tela de um monitor de cristal líquido”,conta. “A vida útil dos componentes de iluminação é 50 mil horas, superior à dos modelos convencionais, que duram entre 5 e 8 mil horas, o que poderá reduzir custos de manutenção”.

O protótipo do semáforo plano tem 70 centímetros (cm) de altura por 25 cm de largura, para se adequar às especificações das leis de trânsito. “O novo modelo poderá ter entre 20 e 30 milímetros de espessura e pesar no máximo dois quilos, enquanto os semáforos comuns têm de 20 a 25 centímetros e cerca de 20 quilos”, afirma o engenheiro.

O sistema de baterias existente no semáforo plano garante seu funcionamento em casos de falta de energia elétrica por até uma hora e meia. “As baterias permitem manter o trânsito normal, evitando o caos no tráfego”, ressalta Luiz Gussen. “Além disso, o consumo de energia dos LEDs é dez vezes menor do que o das lâmpadas convencionais”.

Instalação

De acordo com o engenheiro, o semáforo plano poderá ser instalado em postes convencionais de iluminação e energia elétrica. “Como o novo modelo é mais leve, a instalação não apresenta dificuldades nem requer o uso de postes muito robustos”, destaca. “As prefeituras poderiam fazer convênios com as distribuidoras de eletricidade para instalar a sinalização na rede de postes já existentes”.

O LAT já está em contato com empresas que demonstraram interesse em fabricar o semáforo. “O produto hoje está na fase de protótipo, cabendo ao setor produtivo adotar a tecnologia e desenvolver aspectos como o design e o sistema de fixação”, aponta Gussen. “O custo de produção e instalação deverá ser menor do que os modelos existentes no mercado e, considerando a relação entre custo e benefício total do produto, ele poderá gerar uma economia de 20% em relação ao semáforo convencional”.

Segundo o engenheiro, apesar de não haver nenhuma parceria acertada com a indústria, as prefeituras de Ribeirão Preto, Franca e São Carlos, no interior de São Paulo, já se dispuseram a usar o semáforo. O semáforo plano foi desenvolvido por um grupo de quatro pesquisadores do LAT, com a supervisão do professor Vanderlei Bagnato, do Grupo de Óptica do IFSC.

Júlio Bernardes

Da Agência USP de Notícias

(R.A.)