Saúde: Hospital de Pedreira realiza teste da orelhinha em todos os recém-nascidos

Se o teste não for realizado no recém-nascido, os pais muitas vezes irão detectar anomalias somente após dois ou três anos de idade da criança

dom, 14/01/2007 - 12h11 | Do Portal do Governo

O chamado teste de orelhinha, usado para diagnosticar problemas auditivos, é realizado em todos os bebês que nascem no Hospital Geral de Pedreira, na Vila Campo Grande, zona sul da cidade. “Estudos mostram que o tratamento precoce (iniciado até o sexto mês de vida) de deficiências auditivas possibilita melhores resultados”, explica a fonoaudióloga Flávia Martins Ribeiro, uma das coordenadoras do Programa de Triagem Auditiva Neonatal Universal.

Se o teste não for realizado no recém-nascido, os pais muitas vezes irão detectar anomalias somente após dois ou três anos de idade da criança. “Nossa intenção é fazer a diferença na vida do recém-nascido”, destaca a fonoaudióloga. Essa verificação é feita em todos os bebês, apesar de não ser obrigatória por lei.

Flávia calcula que, a cada mil nascidos, três apresentem problemas de audição. A especialista compara essa situação com a do teste do pezinho – obrigatório e realizado nos primeiros dias de vida para detectar doenças genéticas e metabólicas: “É bem mais alta a incidência de doenças detectadas pelo teste da orelhinha. Pelo teste do pezinho, registra-se uma alteração a cada 10 mil nascidos”.

A equipe de fonoaudiólogos do hospital realiza o teste da orelhinha em todos os recém-nascidos desde outubro do ano passado. Os procedimentos incluem detecção, diagnóstico e início de tratamento. Por mês, cerca de 250 crianças nascem no hospital.

Teste rápido

O método utilizado é o mesmo das maternidades privadas do Brasil, Estados Unidos e Europa. O procedimento é rápido, simples e indolor. Enquanto o bebê dorme, é posto um fone de ouvido que emite som suave. Acoplado a uma sonda, o equipamento avalia e registra a reação das células sensoriais auditivas. O teste dura de 5 a 10 minutos.

O resultado sai na hora. Caso indique falha auditiva, outros exames são agendados para um mês depois, com o objetivo de confirmar o diagnóstico. “Se algum resquício de líquido amniótico ou vernix (substância protetora que recobre o bebê no útero) tapar o ouvido, o teste poderá acusar problemas de audição”, explica a fonoaudióloga. Nesse caso, não se trata de deficiência.

Após essas triagens, os bebês que apresentem problemas são encaminhados a instituições que implantam aparelhos auditivos e oferecem estimulação fonoaudiológica. Flávia avalia como “ótima” a receptividade dos pais, que na maioria dos casos antes não conheciam o exame nem sua importância.

Viviane Gomes – Da Agência Imprensa Oficial