Sabesp apresenta o balanço do Programa Córrego Limpo

A obra permitiu que deixassem de ser despejados no Rio Pinheiros cerca de 34.560.000 litros de esgotos por dia

qua, 21/11/2007 - 20h25 | Do Portal do Governo

Nos oito meses do Programa Córrego Limpo os resultados já são visíveis. Durante este período foram realizadas 1.235 novas ligações de esgotos, 20.400 m de redes coletoras e 5.250 m de coletores-tronco, conseqüência desse esforço a população paulista recebeu de presente quatro córregos despoluídos (Carandiru/Carajás, Tenente Rocha, Horto Florestal – Ciclovia e Charles de Gaulle, todos na Zona Norte). Além disso, 515 imóveis residenciais e comerciais foram notificados para regularizarem as ligações de esgotos e diversas ações de conscientização ambiental aconteceram.

Os bons exemplos vêm de toda parte. Na Zona Leste a execução de 191 metros de redes coletoras permitiu que os esgotos de 433 imóveis fossem encaminhados para a Estação de Tratamento de Esgotos Parque Novo Mundo. Cerca de 5.720.000 de litros de esgotos por mês deixaram de cair no Córrego Franquinho.

Na Zona Oeste a carga poluidora (o indicador utilizado é o DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio) do Córrego Caxingui caiu de 95 mg/l para 10 mg/l, superando a meta estabelecida e concluindo as ações de despoluição deste Córrego.

No Córrego Invernada, foram executados 1.050 m de novas redes e 65 novas ligações. O nível de DBO, baixou de 61 para 6 mg/l. No Parque do Cordeiro, 841 m de prolongamento de rede foram assentados, gerando 87 novas ligações, com o DBO reduzido de 62 para 5mg/l. Juntos, os dois córregos da Zona Sul da Capital, deixaram de receber 2 milhões de litros de esgotos por mês.

Outro bom exemplo dos avanços do Programa é o trabalho realizado nos córregos Pedra Azul e Sapateiro, principais formadores dos lagos do Parque da Aclimação e do Ibirapuera, respectivamente. No Córrego Pedra Azul um prolongamento da rede coletora na Av. Lins de Vasconcelos com a Rua Dona Brígida permitiu eliminar o lançamento de esgotos na galeria pluvial. Com isso o DBO está em torno de 29 mg/l.

No Córrego Sapateiro os trabalhos foram mais complexos e envolveram obras de conclusão do Coletor-tronco Sapateiro e de saneamento da Favela Mário Cardim. O Coletor-tronco Sapateiro é uma tubulação de 2,5 km de extensão e 1500 mm de diâmetro, responsável por encaminhar os esgotos coletados dos imóveis das regiões do Ibirapuera, Itaim Bibi e Chácara Itaim para o Interceptor Pinheiros – uma estrutura ainda maior, que, por sua vez, levará o esgoto para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barueri.

Tal obra permitiu que deixassem de ser despejados no Rio Pinheiros cerca de 400 l/s esgotos ou 34.560.000 litros de esgotos por dia.

Já na Favela Mário Cardim foram instaladas cerca de 300 m de rede coletora de esgotos, 400 m de rede de distribuição de água, executadas 126 ligações de esgotos e 185 ligações de água, beneficiando 2.000 moradores. Essa intervenção possibilitou eliminar o lançamento de esgotos dessa favela em galeria de águas pluviais do córrego do Sapateiro, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade da água do Lago do Ibirapuera.

Também foram realizadas várias ações de conscientização e educação ambiental para os estudantes de escolas públicas próximas às áreas de intervenção. Destaque para a Campanha em Defesa da Vida e do Meio Ambiente da Microbacia do Córrego Itaim, uma parceria da Sabesp com a Subprefeitura do Itaim Paulista. Quase 1.000 alunos de 5ª a 8ª série já participaram de ações de educação ambiental.

O Programa

Lançado em 20 de março de 2007, o Programa Córrego Limpo pretende despoluir 42 córregos da Capital, para isso conta com investimentos da ordem de R$ 200 milhões e o trabalho conjunto da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia, da Sabesp e da Prefeitura de São Paulo. A meta do Programa é despoluir e recuperar 300 córregos da Capital, no prazo de 10 anos.

Neste ambicioso programa, a Sabesp tem atuado no aprimoramento dos sistemas de esgotamento sanitário, com a execução de redes coletoras de esgotos, implantação de coletores, interceptores e ligações domiciliares de esgotos, impedindo desta forma que os esgotos cheguem até os córregos. À Prefeitura cabe a manutenção das margens e dos leitos dos córregos, bem como a remoção de imóveis nos fundos de vale que impeçam a passagem das tubulações principais de esgotamento sanitário. Nesse trabalho conjunto, as Subprefeituras irão intensificar a atuação junto aos responsáveis para regularizar a ligação de esgotos.

Da Sabesp

(M.C.)