Projeto Guri inaugura mais de 100 pólos só este ano

De janeiro a 2 de julho deste ano, 108 pólos da iniciativa foram inaugurados

qui, 19/07/2007 - 16h28 | Do Portal do Governo

Embora já tocasse violão, que aprendeu com os primos, Gabriela Regina Rando, de 15 anos, nunca tinha se apresentado em público. “Foi uma experiência nova para mim”, revela a garota de Santa Lúcia, município com 10 mil habitantes na região de Ribeirão Preto. A possibilidade veio com a instalação de um pólo do Projeto Guri na cidade. De janeiro a 2 de julho deste ano, 108 pólos da iniciativa foram inaugurados no Estado, oferecendo a centenas de adolescentes, como Gabriela, a oportunidade de estudar canto ou um instrumento.

Todos esses pólos foram lançados em 2006 e inaugurados em 2007. Inaugurar, na concepção do Guri, significa realizar a primeira apresentação pública dos jovens participantes numa localidade. A previsão é que outros 16 pólos sejam inaugurados até o dia 14 de julho.

Dos pólos inaugurados este ano, 106 foram instalados no interior e dois na Capital e Grande São Paulo. Só na região de Sorocaba, houve a inauguração de 21 unidades. Nas imediações de Araçatuba e Presidente Prudente, oeste paulista, foram 26. As regiões de Ribeirão Preto, Franca e o centro do Estado contabilizaram, juntos, 18 inaugurações.  Já as outras inaugurações serão, em sua maioria, na região de Campinas (sete) e São José dos Campos (três).

Inclusão sociocultural

O Guri surgiu na Secretaria de Estado da Cultura, em 1995. O projeto conta 383 pólos: 335 no Estado de São Paulo, um em Maringá (Paraná) e 47 na Fundação Casa (Centro de Atendimento Sócio-Educativo ao Adolescente). A primeira experiência fora da capital ocorreu em Indaiatuba, região de Campinas, em 1997. Depois, outras 286 unidades foram instaladas fora da capital e Grande São Paulo. Em 2006, o projeto atendeu aproximadamente 48 mil jovens.

O Guri oferece, gratuitamente, cursos de violino, viola erudita, violoncelo, baixo acústico, violão, cavaquinho, viola caipira, percussão, saxofone, clarinete, flauta, trompete, trombone e canto coral. Visa, por meio do ensino coletivo de música, à inclusão sociocultural de crianças e adolescentes de oito a 18 anos, desenvolvendo para isso a sociabilidade e a auto-estima e transmitindo noções de cidadania.

Ao respeitar o interesse de cada localidade e permitir o contato com estilos musicais de diferentes países e culturas, o projeto atua como instrumento para ampliar o horizonte cultural de seus alunos, salienta a diretora-executiva do Projeto Guri, Beth Parro. Em cada pólo, as características são muito próprias. É possível, por exemplo, encontrar unidades de um mesmo bairro da capital que apresentam perfis de público e preferências musicais diversas. 

Parcerias

Há dez anos, um grupo de voluntários criou a Associação Amigos do Projeto Guri, para colaborar com o desenvolvimento do trabalho, estabelecendo parcerias entre Estado e iniciativa privada. Em 2004, qualificada como Organização Social da área da Cultura, essa associação passou a administrar o Guri. As parcerias para a instalação de novas unidades são firmadas entre Estado e prefeituras, empresas e entidades.

Para a criação de um pólo, são necessárias três condições básicas, segundo Beth. A primeira é disponibilidade de orçamento. Atendido esse requisito, é preciso espaço físico adequado para as atividades. A terceira condição é a disponibilidade de profissionais na região para ministrar os cursos.