Projeto Arte no Metrô recebe mais uma obra para seu acervo

O painel de mais três metros de altura é da artista plástica Leilah Costa

qua, 26/11/2008 - 21h07 | Do Portal do Governo

Nesta sexta-feira, 28, às 11h, a estação Vila Mariana do Metrô receberá a obra “Gente, Viagem, Mente”, da artista plástica Leilah Costa.  O painel, produzido com técnica de mosaico, tem mais de três metros de altura (3,71×4,79) e integrará o acervo permanente da Companhia, que já possui 87 obras artísticas espalhadas pelas estações.

A artista faz uma releitura do ambiente do Metrô destacando a pressa e a busca por um objetivo comum: chegar ao destino desejado. De acordo com ela, o relógio causa angústia e não há tempo para a comunicação entre os passageiros. “Preencho esse vazio com metáforas que representam um diálogo solitário entre corpos”, diz Leilah.

“Gente, Viagem, Mente” conta com o apoio da Lei Rouanet, criada em 1991 pelo Governo Federal, para incentivar investimentos na área da  cultura.

Galeria de Arte nos Subterrâneos do Metrô

O “Projeto Arte no Metrô” abriga 87 obras de arte (incluindo a recém-instalada “Gente, Viagem, Mente), distribuídas em 31 estações. Participam do projeto 61 artistas renomados, como Maria Bonomi, Alex Flemming, Tomie Ohtake, Mário Gruber, Gontran Guanaes e Aldemir Martins, entre outros. O acervo permanente é composto por 21 painéis, 10 murais, 14 pinturas sobre tela, 3 instalações, 7 instalações/esculturas, 2 instalações/poemas, 15 tratamentos cromáticos e 15 esculturas.

A iniciativa cultural surgiu há 30 anos, quando a estação Sé foi inaugurada e o Metrô resolveu transformar o espaço em uma galeria de arte ao alcance dos olhos do público. Assim, a partir de 1978, esculturas, murais e painéis, assinados por artistas plásticos de renome, invadiram os espaços internos da estação.

Após a experiência pioneira na Sé, o Metrô resolveu transformar as demais estações e instalar peças artísticas em suas dependências, aproximando o público das manifestações culturais. Em 1988, em comemoração aos 80 anos da imigração japonesa no Brasil, o “Projeto Paralelo” reuniu onze artistas da colônia nipônica que produziram telas destinadas a integrar o mezanino da estação Liberdade.

Em 1989, Renato Brunello obteve o apoio de instituições privadas e da lei de incentivo cultural então vigente, para instalar as esculturas Equilíbrio na estação Paraíso. Na mesma época, o pintor Gontran Guanaes Neto desenvolveu um trabalho inovador, convertendo a estação Marechal Deodoro num ateliê aberto, onde os usuários acompanharam, passo a passo, o processo de criação dos sete gigantescos painéis inspirados no bicentenário da Revolução Francesa.

Esses fatos contribuíram para que se desenvolvesse uma nova vertente na política cultural do Metrô de São Paulo. Ao lado do Programa Ação Cultural, voltado a iniciativas de cunho transitório, foi instituído o Projeto Arte no Metrô (acervo de obras permanentes).

A intensa procura fez com que o Metrô instituísse, em 1990, a Comissão Consultiva de Arte, formada por representantes da Pinacoteca do Estado, do MASP, do MAM, do IAB – Instituto dos Arquitetos do Brasil, da APBA – Associação Paulista de Belas Artes e das áreas de Marketing e Arquitetura da Companhia do Metropolitano de São Paulo. A função dessa comissão é a de assegurar um processo de seleção criterioso   para a escolha de projetos de arte contemporânea no Metrô.

Hoje já se concebe o projeto arquitetônico de uma estação prevendo o lugar para obras de arte. E cada nova inclusão nesse acervo firma o Metrô como um espaço vivo da arte contemporânea brasileira.

Serviço

“Gente, Viagem, Mente”
Dia: 28 de novembro
Local: Estação Vila Mariana
Horário: 11h

Do Metrô