Patrimônio: IPT realiza curso para evitar biodeterioração em museus, bibliotecas e prédios histórico

Projeto tem a parceria da USP e o patrocínio da Unesco, do Iphan e da iniciativa privada

seg, 11/12/2000 - 12h55 | Do Portal do Governo

Biodeterioração é um dos grandes inimigos da memória e do patrimônio cultural. Manifestações de cupins, brocas e fungos, no caso de materiais de origem celulósica, são comuns em monumentos históricos. Mas há outros materiais que também são suscetíveis como tecidos, plásticos e couros.
Com o objetivo de deter a ação do tempo em locais como museus ou monumentos históricos, a Divisão de Produtos Florestais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, se uniu ao Departamento de Microbiologia da Universidade de São Paulo e ao Centro de Recursos Microbiológicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para ministrar o Curso Biodeterioração e Conservação em Museus, Bibliotecas e Prédios Históricos. A iniciativa tem o patrocínio da Unesco, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da empresa Quartzolit. O primeiro curso aconteceu em Porto Alegre, o segundo, destinado a profissionais do Iphan, foi realizado neste mês em São Paulo e os próximos, previstos para o início de 2001, deverão ser na Bahia e Minas Gerais.

De acordo com o superintendente do Instituto, Roberto Saruê, esta parceria tem o mérito de introduzir novos conceitos para atacar velhos problemas. ‘A degradação de ecossistemas traz situações novas nas metrópoles, do ponto de vista do risco para o patrimônio histórico e cultural. Por isso buscamos novas técnicas e conceitos que aumentem as chances de ser bem-sucedidos na conservação desse patrimônio’, analisa.

Para Sérgio Brazolin, pesquisador da Divisão de Produtos Florestais do IPT e um dos responsáveis pelo curso, o objetivo é apresentar novas tendências tecnológicas e treinar arquitetos, bibliotecários e curadores de museus, entre outros profissionais, para identificar rapidamente elementos de biodeterioração, saber como agir na emergência e a quem recorrer. ‘Nossos cursos vão qualificar formadores de opinião na área do patrimônio brasileiro, por isso nossos pesquisadores mais qualificados ministram o curso, juntamente com um profissional reconhecido internacionalmente, que é o consultor britânico Dennis Ailsopp’, informa Brazolin.