Nesta Páscoa, evite acidentes com espinhas de peixe

Saiba como não ser surpreendido por uma ingestão acidental e o que fazer em caso de engasgo

qua, 04/04/2012 - 12h32 | Do Portal do Governo

Em boa parte das mesas das famílias, o peixe é item obrigatório na Semana Santa. Mas apesar de ser um dos alimentos mais adequados para a data, no caso de quem é religioso, e ser uma alternativa saudável, pode ocasionar grandes prejuízos à saúde se houver a ingestão acidental de espinhas. Segundo o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, há um aumento de cerca de 40% no número de casos nesta época do ano.

Para evitar acidentes, tendo condições disponíveis, o consumidor deve optar pelos filés, que têm menos espinhas e diminuem a possibilidade de engasgo. Comer com calma, devagar e sentir bem o que está mastigando são as orientações do endoscopista Dalton Chaves, do Serviço de Endoscopia do HC. “As crianças estão mais protegidas, pois as mães sempre fazem a triagem do alimento e tiram qualquer espinha. Idosos e pessoas que usam dentadura compõem o grupo de risco”, explicou o médico.

As próteses diminuem a sensibilidade e afetam a percepção da espinha. A pessoa acaba deglutindo e só percebe o problema quando chega ao esôfago. Adultos com dentição comprometida ou alcoolizados reduzem os reflexos e também correm risco de engasgar com as espinhas de peixe. 

Soluções caseiras como comer miolo de pão ou farinha para “empurrar” o problema devem ser evitadas. “A ingestão de água é mais do que suficiente para soltar a espinha. O pão pode até piorar a situação. O melhor é tomar água”, afirmou Chaves. Se sentir que não desceu e continuam os sintomas de dor, são fortes indícios de que a espinha está presa. É hora de passar por uma avaliação médica com raio-X e, conforme a gravidade, ser submetido à endoscopia para remoção.

Riscos

Segundo Chaves, a espinha de peixe pode perfurar o esôfago se não diagnosticada e removida com certa urgência. Quando ocorre a perfuração, o paciente pode ter falta de ar, dor torácica e febre. A remoção é realizada por via endoscópica. A cirurgia é necessária em menos de 1% dos casos. 

“Se a espinha ultrapassar o esôfago, há grande possibilidade de ser eliminada nas fezes. Mas, dependendo do tamanho, ela pode parar em algum ponto do trato digestivo e provocar a perfuração de outros órgãos, causando até a morte”, alerta.

Do Portal do Governo do Estado