Hospital Estadual faz diagnóstico de câncer de mama em apenas um dia

Sistema de atendimento lançado no Pérola Byington será implantado em outros hospitais do Estado

qua, 21/03/2007 - 16h11 | Do Portal do Governo

Atendimento completo em um dia, passando por consulta, exames, biópsia (se preciso) e diagnóstico médico. Tratamento de quimioterapia e radioterapia iniciado em no máximo 15 dias. Esse é o sistema de atendimento para pacientes com câncer lançado pela Secretaria de Estado da Saúde no Hospital Pérola Byington.

Estudo recém finalizado pela Secretaria mostra que a ação ampliou o sucesso de tratamento contra a doença, já que a grande maioria dos casos agora é detectado em estágio inicial.

O levantamento mostra que o novo sistema tem encontrado mais casos de câncer em estágio inicial. Antes do sistema, metade dos casos de câncer no Pérola era avançado (estágio 3 e 4). A outra metade era de casos em estágio inicial (1 e 2 – menores que 5 cm).

Com o sistema rápido, 12.542 mulheres passaram pelo atendimento entre agosto de 2005 e setembro de 2006 (todas tinham alteração mamária). Destas, 903 tinham câncer, sendo 668 (74% das 903) em estágio inicial (menor que 5 cm). Os casos avançados foram encontrados em 235 mulheres (26%).

Os resultados mostram a importância de diagnosticar rapidamente câncer. Sem o centro de atendimento rápido a pessoa normalmente passa por consulta, marca exame para dias depois. Após o resultado dos exames (com espera de mais alguns dias), marca consulta com o médico, que diagnostica a doença. Isso sem contar a espera por biópsia.

“A Secretaria lançou o modelo no Pérola e já o levou para o Hospital de Vila Nova Cachoeirinha e Pedreira. Agora, com os resultados em mãos, vamos levá-lo para outros hospitais do Estado”, afirma Luiz Roberto Barradas Barata, secretário de Estado da Saúde.

O câncer de mama tem incidência crescente e é a principal causa de morte por neoplasia nas mulheres brasileiras. Cerca de 60% das pacientes são tratadas em estágios avançados.  Além desse sistema, a Secretaria vem realizando rotineiramente mutirões de mamografia, com média de 80 mil mulheres atendidas em cada. Somente no ano passado houve dois_ outors dois estão programados para este ano.

Cerca de 75% das mulheres que identificam câncer de mama em estágio inicial tem sobrevida de mais de 10 anos. Esse período é alcançado por 25% das mulheres com câncer avançado.

“O atendimento em consulta única elimina filas para agendamento, marcação e retorno para resultados de exames. Mais: reduz a mortalidade em oncologia”, afirma o médico Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital Pérola Byington.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde

 

(AM)