Governo de SP reconhece mais uma comunidade quilombola

Esta é a 23ª comunidade remanescente de quilombo reconhecida pelo Estado

seg, 01/12/2008 - 19h09 | Do Portal do Governo

O governo paulista reconheceu a comunidade quilombola de Ribeirão Grande-Terra Seca, localizada no município de Barra do Turvo, na região do Vale do Ribeira, no Sul do Estado. Esta é a 23ª comunidade remanescente de quilombo reconhecida pelo Estado de São Paulo, por meio da Fundação Itesp, instituição vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.

A Fundação Itesp é a responsável pelo reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos que vivem em área reconhecidas devolutas em São Paulo. Cerca de mil famílias vivem em núcleos remanescentes de quilombos do Estado. Além da 23 comunidades já reconhecidas, há outras oito em processo de reconhecimento. O relatório técnico-científico, instrumento para o reconhecimento da nova comunidade quilombola, foi publicado na edição do dia 27 de novembro do Diário Oficial do Estado. O documento foi apreciado e recebeu o aval do Grupo Gestor de Quilombos e da Advocacia e Consultoria Jurídica da Fundação Itesp.

O próximo passo é a legitimação de posse e a expedição do título de propriedade da área de 3,4 mil hectares. Até agora, no Estado de São Paulo, seis quilombos já conseguiram receber o título de propriedade. O último foi o de Galvão, também localizado no Vale do Ribeira. A entrega do título da comunidade do Galvão foi feita em outubro do ano passado pelo Governador José Serra, durante solenidade em que o chefe do Executivo paulista anunciou um pacote de investimentos de R$ 220 milhões para a região do Vale do Ribeira.

A comunidade de Ribeirão Grande -Terra Seca é formada por 77 famílias, que vivem em dois bairros rurais às margens dos rios Turvo e Ribeirão Grande. Os dois grupos têm a mesma origem e vivem do plantio de milho, mandioca, feijão e banana.

As pesquisas apontam que as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira preservaram regras de herança e parentesco que evitaram a fragmentação do território comunitário, garantindo o seu meio de trabalho e a continuidade da descendência das famílias.

Da Fundação Itesp