Fundação Itesp inicia a instalação de fossas em comunidades no Vale do Ribeira

Equipamentos serão instalados em Comunidades Remanescentes de Quilombos com objetivo de melhorar a qualidade de vida da população local

sex, 19/03/2021 - 16h15 | Do Portal do Governo

A Fundação Itesp iniciou a instalação de fossas sépticas nas Comunidades Remanescentes de Quilombos no Vale do Ribeira. A ação faz parte das atividades do Programa Vale do Futuro e visa melhorar a qualidade de vida dos quilombolas paulistas.

Serão instaladas 71 fossas nas comunidades Pedra Preta/Paraíso (21 fossas), Cedro (20 fossas), Ribeirão Grande/Terra Seca (22 fossas) e Reginaldo (08 fossas) no Vale do Ribeira. Mais 08 serão instaladas em comunidades quilombolas de Ubatuba no Litoral Norte, totalizando 79 fossas sépticas.

O investimento será de R$ 505.000,00, com recursos obtidos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP). Os serviços serão executados pela empresa Felipe Gimenez-ME. As instalações foram iniciadas no dia 09 de março em 20 residências da Comunidade Pedra Preta, em Barra do Turvo.

“Essas fossas servirão para preservar os córregos e as nascentes que passam pela comunidade e com isso melhorar a nossa qualidade de vida. Estamos felizes com as instalações que serão de grande importância para a nossa comunidade”, disse Lair Santos da Silva, presidente da Comunidade Quilombola Pedra Preta Paraíso.

“A água para nós é tudo, a água é vida e sem ela não temos condições de sobreviver. Essas fossas vão preservar a natureza e também os nossos rios, consequentemente dar melhores condições para nosso trabalho no campo. Quero agradecer o empenho do Governo de São Paulo, por meio da Fundação Itesp, que não mediu esforços para trazer esse investimento”, completou o quilombola da comunidade Pedra Preta, Daví Moura.

Segundo o diretor executivo da Fundação Itesp, Diogo Telles, cerca de 200 famílias quilombolas serão beneficiadas nesta ação, que faz parte das atividades do Programa Vale do Futuro.

“O objetivo da Fundação Itesp é melhorar a saúde comunitária, o meio ambiente e as condições de vida dos cidadãos quilombolas paulistas, e essas fossas terão impacto direto na qualidade de vida dessas pessoas dentro de casa e também no campo” concluiu Diogo.