Campanha contra a hepatite C chega ao Heliópolis e ao Brás

Mais de 3 mil pessoal participaram da primeira fase realizada no ano passado

ter, 29/03/2011 - 8h00 | Do Portal do Governo

A campanha de diagnóstico da hepatite C encabeçada pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Desenvolvimento Social, vai às unidades do Bom Prato Heliópolis (Estrada das Lágrimas, 2.608, São João Clímaco), até quarta-feira, 30, e Brás (Avenida Rangel Pestana, 2.327), de 4 a 6 de abril.

Os exames, gratuitos, já foram realizados no final de 2010 e início de 2011 em Santo Amaro, Brasilândia, Jabaquara, Vila Nova Cachoeirinha, Lapa, Tucuruvi, Jardim Ângela e Capão Redondo. A iniciativa conta com parceria de uma empresa privada.

A coleta de sangue, feita por meio de um furo no dedo, é iniciada logo após o término da cota de refeição de cada restaurante. Também são ministradas palestras sobre a doença e feito encaminhamento aos postos de saúde autorizados, que realizam o tratamento gratuitamente.

Na primeira fase da campanha contra hepatite C, realizada entre 8 de novembro a 1º de dezembro de 2010, 3.021 pessoas fizeram o exame. Destas, 75 tiveram resultado positivo, sendo que 58 desconheciam a doença. Os atendidos foram encaminhados aos postos de saúde autorizados que realizam o tratamento.

Sobre a doença

A hepatite C crônica, que hoje atinge aproximadamente 150 milhões de pessoas, é caracterizada pela inflamação do fígado, causada por um vírus. Uma em cada 12 pessoas no mundo está infectada e não sabe. Essa prevalência é dez vezes maior que a aids.

Ainda não há vacina. Antes de 1992, a transfusão de sangue era a maneira mais comum de contaminação. Atualmente ela pode ser transmitida, dentre outras maneiras, pelo compartilhamento de seringas, alicates de unha ou lâminas de barbear e até mesmo acidentes de trabalho com materiais perfurantes e/ou cortantes contaminados (por exemplo, agulhas).

O vírus da hepatite C pode permanecer por anos no organismo sem apresentar nenhum sintoma, tornando difícil o seu diagnóstico. Se este ocorrer tardiamente, a doença pode acarretar consequências como cirrose e sangramento digestivo e, em casos mais graves, insuficiência hepática, com necessidade de transplante de fígado.

Sobre o Bom Prato

Criado pelo Governo do Estado, o programa tem o objetivo de garantir a segurança alimentar, especialmente à população de baixa renda, fornecendo refeições balanceadas com qualidade e cardápio variado.

As refeições, servidas no horário do almoço, totalizam 1.600 calorias. O custo é de R$ 3,50, com subsídio de R$ 2,50 por parte do Governo do Estado (conforme Resolução SAA 29, de 14 de junho de 2010).

Para a instalação do restaurante é firmado um convênio entre o Governo e entidades comunitárias e assistenciais da sociedade civil, sem fins lucrativos, que já atuem junto à população na área da instalação da unidade. As cotas de refeições variam de 1.200 a 2.000 dependendo da unidade. Pode haver aumento conforme avaliação da equipe técnica.

As refeições são constantemente monitoradas por nutricionistas da própria Secretaria e periodicamente enviadas amostras para análise no Instituto de Tecnologia de Alimentos, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Pasta (Ital/Apta). Todas as unidades contam, obrigatoriamente, com um nutricionista fixo.

Cada unidade gera de 15 a 20 empregos diretos, entre profissionais administrativos, gerentes, nutricionistas, cozinheiros, auxiliares de cozinha e limpeza, todos vinculados à entidade gestora, contribuindo para política pública de geração de renda, emprego e capacitação profissional.

O prato-base conta com arroz, feijão, farinha de mandioca e pão. Já as guarnições (salada, carne, legumes, fruta e o suco) mudam diariamente, mediante aprovação da equipe de nutricionistas que avalia critérios calóricos, combinação de alimentos, densidade, coloração e apresentação.

As 33 unidades do Bom Prato funcionam de segunda a sexta, das 11 horas até o término da cota de refeições. Atualmente são servidas 46.720 por dia. No total, já foram servidas mais de 76 milhões de refeições desde o início do programa, em dezembro de 2000. (Veja os endereços dos diversos restaurantes no site www.codeagro.sp.gov.br).

Da Secretaria de Agricultura e Abastecimento