Planejamento e coordenação são estratégias de cooperativa de SP para enfrentar pandemia

Capacitações e assistência técnica do Estado têm foco nos produtores familiares que fazem parte da cooperativa

qui, 30/04/2020 - 10h28 | Do Portal do Governo
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A organização e o planejamento de ações entre produtores rurais da Cooperativa dos Produtores Rurais de São José do Rio Preto (Cooperiopreto), a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, via Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), fizeram com que os 106 cooperados não tivessem perdas na produção e pudessem contar, ainda, com um aumento na demanda por produtos.

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Com a portaria do Governo Federal para que os recursos do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE) pudessem ser transformados em cestas de alimentação, muitos municípios começaram a se organizar para a entrega dos kits às famílias das crianças das escolas públicas que fazem jus à merenda escolar.

João Romeiro, presidente da Cooperiopreto, afirma que ter uma Prefeitura Municipal voltada às questões da agricultura familiar ajuda muito, já que praticamente a totalidade da produção segue para os programas de aquisição de alimentos da Prefeitura de São José do Rio Preto. O gestor conta que foi imprescindível ter esse canal.

“A demanda dos produtos inclusive aumentou nas primeiras semanas; passamos de 15 mil cestas semanais para cerca de 20 mil”, afirma. A Cooperiopreto conta com 106 cooperados, sendo 100% da agricultura familiar; 90% do quadro são formados por produtores rurais de São José do Rio Preto e 10%, por componentes dos municípios vizinhos Nova Granada e Nova Aliança.

Apoio

Outro fator fundamental para que a Cooperiopreto tivesse protagonismo neste momento foi o recurso do Governo do Estado, que há três anos permitiu o aumento da infraestrutura da cooperativa, que permitiu a construção de um galpão, a aquisição de dois caminhões ‒ que melhoraram muito a difícil logística de atender a um município de grandes dimensões ‒, a compra de equipamentos e a construção de mais uma câmara fria.

“Antes, havia apenas uma pequena cozinha e uma câmara fria de proporções bem menores. A Secretaria de Agricultura e a CDRS Regional Rio Preto, com seu quadro de técnicos extensionistas, foram fundamentais para que hoje pudéssemos atender a essa demanda”, frisa Romeiro.

“Nós não sentimos, até o momento, o efeito da pandemia da COVID-19 no escoamento da nossa produção. Pelo contrário, o volume de produtos entregues aumentou, como, por exemplo, as alfaces hidropônicas que são produzidas rapidamente, em cerca de 20 a 25 dias. Quanto ao restante, antecipamos a colheita de alguns gêneros que já tínhamos planejado, como mandioca, abóbora, pepino e mais outros itens (são 13 no total) para atender à demanda, em especial da merenda escolar, mas seguimos um planejamento prévio, apenas nos readequamos”, conta Romeiro, que é produtor de mandioca.

Gestão

O presidente da cooperativa também explicou que se antes o planejamento era de 30g de um determinado legume por criança/dia, agora, para atender à família, as cestas contam com pacotes semanais que vão de 300g a 500g do mesmo legume.

Outro fator importante destacado pelo presidente da Cooperiopreto foi o apoio recebido ao longo do tempo pela CDRS Regional São José do Rio Preto, que proveu com capacitações e assistência técnica voltadas aos produtores familiares que fazem parte da cooperativa.

“Acompanhamos as ações desde o início das discussões que resultaram na aprovação do projeto que foi apresentado ao Microbacias II, na época, e que destinou o recurso de R$ 800 mil para que a Cooperiopreto pudesse ter a infraestrutura necessária a esse atendimento. Foram várias ações coordenadas que mostram que planejamento e gestão devem estar presentes na vida de grandes ou pequenos produtores, pois unidos em uma organização conseguem grandes conquistas, as quais beneficiam cada um e a todos”, argumenta Andrey Vetorelli, diretor substituto da CDRS Regional São José do Rio Preto.

Ele lembrou que houve oferta de capacitações em várias áreas, principalmente as relativas à cadeia da olericultura na região.