Casa de Passagem Terra Nova orienta refugiados na busca por emprego

Gustavo Aleixo | 20 de junho de 2017 |

Um balanço divulgado pela Casa de Passagem Terra Nova aponta que 43% dos refugiados acolhidos foram inseridos no mercado de trabalho em 2016. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, o espaço publicou o levantamento na semana que marca o Dia Mundial do Refugiado, celebrado nesta terça-feira (20).

Dos 85 refugiados recebidos no local, 37 ingressaram, de modo formal ou informal, em profissões como cabeleireiro, auxiliar de limpeza, auxiliar de cozinha, mecânico e professor de inglês. São 21 homens e 16 mulheres, com idade entre 24 e 50 anos.

Imigrantes e refugiados reiniciam suas vidas no Estado de São Paulo

Além disso, 20 refugiados, representando 23% do total, continuaram no acolhimento em 2017 até conseguir emprego ou autonomia. Muitas famílias também são encaminhadas para a CROPH (Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana), parceira da Casa, que apresenta programas específicos para mães com filhos.

Atividades
Localizada em São Paulo, a Casa de Passagem Terra Nova funciona 24 horas e oferece apoio social, psicológico e jurídico, além de atividades de convivência, pedagógicas e culturais. Os acolhidos também recebem orientação profissional e jurídica, participam de oficinas de idioma, contam com auxílio para inclusão produtiva e encaminhamento para a rede de políticas públicas necessárias ao fortalecimento dos usuários e garantia de direitos.

O espaço é o primeiro equipamento de acolhimento social do Estado de São Paulo para solicitantes de refúgio e vítimas de tráfico de pessoas. O local atende prioritariamente famílias com filhos de até 18 anos e mulheres grávidas. Desde a inauguração, em outubro de 2014, o espaço acolheu mais de 350 pessoas do Congo, Angola, Serra Leoa, Camarões, Gana, Guiné, Nigéria e Síria.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, o objetivo do Governo do Estado é proporcionar amparo a quem, por escolha ou destino, busca na capital paulista as oportunidades para recomeçar. “São conquistas que vão desde o acesso a direitos básicos de saúde e documentação até o conhecimento da língua portuguesa e inserção no mercado de trabalho”, explica.

Os refugiados ficam, em média, seis meses no local, que tem 50 vagas. A Casa de Passagem possui dez quartos com banheiros internos, área de convivência, brinquedoteca, refeitório, lavanderia, copa e salas de atendimento individualizado. Os encaminhamentos para atendimento são realizados pela Cáritas, Missão Paz, Posto Humanizado de Guarulhos e pela Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania.