Sabesp reduz desperdício e investe em Alagoas

O Estado de S.Paulo As companhias de saneamento básico que investem em programas de redução de perdas já apresentam melhora nos indicadores de qualidade. A Sabesp, de São Paulo, conseguiu […]

qua, 09/03/2011 - 16h30 | Do Portal do Governo

O Estado de S.Paulo

As companhias de saneamento básico que investem em programas de redução de perdas já apresentam melhora nos indicadores de qualidade. A Sabesp, de São Paulo, conseguiu diminuir de 2006 para cá o seu índice de perda em seis pontos porcentuais – de 32% para 26%. O objetivo é atingir 13% de perdas em 2019, patamar de países desenvolvidos. Até lá, R$ 3,4 bilhões devem ser investidos.

Somente em 2009, a empresa investiu cerca de R$ 300 milhões em troca de redes e ramais. “Cada sistema tem uma realidade e as condições para redução de perdas ficam cada vez mais difíceis. Na primeira etapa é mais rápido para ver os resultados”, disse o superintendente de Desenvolvimento Operacional da Sabesp, Eric Carozzi. “Mas chega uma hora em que a única solução efetiva é renovar a infraestrutura, e isso custa caro.”

Além da meta de reduzir as perdas para 13% em 2019, a empresa está ganhando dinheiro exportando o seu programa para outros Estados. Fez, por exemplo, um contrato de investimento de R$ 20 milhões com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), que deverá retornar aos cofres da Sabesp em 48 meses.

“Alocamos recursos, e não é a fundo perdido”, informou o superintendente de Novos Negócios da Sabesp, Nilton Seuaciuc. Está em estudos na Sabesp a possibilidade de criação de uma empresa de participações apenas para emprestar dinheiro para Estados e municípios em dificuldades financeiras.

Risco de racionamento. Em Brasília, o Índice de Perdas de Faturamento era de 27,5% há três anos, segundo estudo da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Se nada for feito para aumentar a produção de água no prazo de dois anos, a cidade vai enfrentar um racionamento dentro de cinco anos.

Para evitar que isso aconteça, a Caesb pretende captar água do Lago Paranoá e fazer uma parceria com o Estado de Goiás para trazer água da barragem de Corumbá, em Luziânia. O estudo sobre a qualidade da água e sobre o quanto pode ser captado de água do Paranoá deve ser finalizado até o final deste ano.

“Existe muita oscilação da quantidade de água do lago, principalmente na seca. É preciso saber o que pode ser retirado para abastecimento de água para a população”, afirmou o superintendente adjunto da área de Fiscalização da Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Paulo Júnior.

Atualmente, 70% da água que chega à população brasiliense vêm da barragem de Santo Antonio do Descoberto, 20% da barragem Santa Maria, localizada dentro do Parque Nacional de Brasília, e 10% de sistemas isolados.