Preço do pãozinho vai cair até 4,5% para o consumidor

Diário de S.Paulo - Quinta-feira, 22 de setembro de 2005

qui, 22/09/2005 - 10h55 | Do Portal do Governo

Kelly Dores

Os donos de supermercados avisam que a redução no preço do pão francês no estado deverá ser de até 4,5%, por causa da alíquota zero do ICMS

O preço do pãozinho francês deve cair 4,5% nos supermercados e grandes padarias de São Paulo a partir da próxima semana. A razão da boa notícia é que, na segunda-feira, o governador Geraldo Alckmin assinará projeto de lei que prevê o fim da cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — que hoje é de 7% — beneficiando toda a cadeia produtiva do trigo, inclusive as padarias. O valor máximo do pão francês nos supermercados hoje é de R$ 0,20 e o mínimo, de R$ 0,15.

‘Toda a isenção de impostos permite que a empresa diminua seus custos e repasse isso para o preço final’, disse Sussumu Honda, presidente da Associação paulista de Supermercados (Apas). A especulação no preço do pãozinho francês, porém, é grande. O preço não é tabelado e, por isso, cada um acaba cobrando o que quer – de acordo com suas margens de lucro. Enquanto os supermercados conseguem praticar preços mais baixos, a maioria das 12 mil padarias do Estado (31%) cobra R$ 0,25 e em 14% delas o valor do pão francês chega a custar R$ 0,35.

Mesmo pagando mais barato pela farinha de trigo, a indústria de panificação no estado alega que o benefício é parcial. É que quase todas as padarias do Estado estão dentro do Simples e já contam com a isenção do ICMS (nos casos das microempresas) ou pagam alíquta menor, se forem empresas de pequeno porte. ‘O preço da farinha influencia pouco no preço do pãozinho, mas não deixa de ser um viés de baixa’, disse o vide-presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitarias de São Paulo, Antero José Pereira.

Mas, a concorrência deverá ser o maior aliado do consumidor. ‘Algumas padarias conseguirão reduzir o preço, sim. O consumidor é quem dita o preço hoje e ele compra onde está mais barato’, explicou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Marcos Antônio Gonçalves Salomão.