Número de bafômetros em SP vai triplicar durante o carnaval

JORNAL DA TARDE Na 1ª folia com a Lei Seca em vigor serão 153 equipamentos na capital, 102 a mais, distribuídos por 256 pontos de fiscalização das 17h de amanhã […]

qui, 19/02/2009 - 11h33 | Do Portal do Governo

JORNAL DA TARDE

Na 1ª folia com a Lei Seca em vigor serão 153 equipamentos na capital, 102 a mais, distribuídos por 256 pontos de fiscalização das 17h de amanhã até quarta. Pontos de monitoramento estarão perto do sambódromo e dos clubes

No caminho para o Sambódromo do Anhembi, nos desfiles de rua, em frente aos clubes: se depender da Polícia Militar de São Paulo, a Lei Seca será lembrada como um dos principais personagens deste carnaval. Com um reforço de 102 bafômetros, que começaram a ser testados semana passada, a PM vai quadruplicar a quantidade de pontos de fiscalização.

Os principais bloqueios com finalidade de flagrar motoristas embriagados serão montados nas vias que dão acesso ao Anhembi e nas avenidas que sediarão os desfiles nos bairros, como a Interlagos, a Alvinópolis e a Escola Politécnica. O carnaval da Praça Santo Eduardo, na Vila Maria, também vai receber atenção especial.

No total, os policiais vão se revezar entre 256 pontos de monitoramento, das 17 horas de amanhã até o meio-dia da quarta-feira de cinzas.Até agora, as operações de rotina de fiscalização da Lei Seca, realizadas sempre de quinta a domingo, eram intercaladas entre 64 locais. Só os policiais do 34º Batalhão de Trânsito tinham treinamento para operar os 51 bafômetros da cidade. Com o reforço no número de equipamentos, o esquema de fiscalização pode ser descentralizado. Quase todas as 116 companhias da PM contam com ao menos um equipamento.

Segundo o comandante do policiamento na capital, tenente Pedro Luís de Souza Lopes, todos os agentes foram treinados, em janeiro, para usar os bafômetros já no primeiro carnaval da Lei Seca. “Todas as regiões da cidade serão alvo da operação. Antes, com a quantidade de bafômetros disponível, não conseguíamos montar um esquema desse porte”, afirmou o tenente.

As blitze serão realizadas inclusive durante o dia, especialmente nas tardes de sábado, domingo e terça-feira. No dia 25, quarta-feira de cinzas, o foco deixa de ser os eventos e passa aos principais acessos à capital, para flagrar os motoristas que estiverem chegando de viagem. Cada equipe, com 15 policiais, fiscaliza quatro pontos diferentes. A polícia não divulga os endereços porque considera uma informação estratégica. Nas estradas paulistas, um efetivo de 4 mil policiais terá 82 bafômetros para fiscalizar a Lei Seca – 30% deles estão concentrados nas rodovias que dão acesso ao litoral paulista.

A PM não descarta a possibilidade de suspender alguns bloqueios em caso de chuva – previsão que já é certa para os próximos dias. Com a pista molhada, torna-se mais perigoso abordar o motorista. “Nossa prioridade é a segurança viária. Se parar, o condutor implicar em risco a ele e para quem trafega pela avenida, vamos remanejar a fiscalização”, explicou o tenente.

Para o coronel Emílio Luiz Panhoza, responsável pelo 34º Batalhão da capital, a operação que será iniciada amanhã é uma prova de fogo para a fiscalização da Lei Seca. “Essa é uma festa de liberdade total, regada a muita bebida, por isso temos de dar mais atenção”, afirmou. Mas ele promete que a operação reforçada continuará reforçada depois do feriado.

A psiquiatra Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, diz que a folia desse feriado pode ser marcante para o futuro da Lei Seca. Será um momento para testar a fiscalização e comprovar se as pessoas realmente incorporaram os novos hábitos impostos pela legislação. “As pessoas esperam o carnaval para liberar geral e extravasam na bebida, no sexo e nas drogas. Tomara que esse ano seja diferente.”

O motorista que for flagrado pela polícia dirigindo sob efeito de álcool será penalizado com multa de R$ 957,70, retenção do veículo e suspensão do direito de dirigir por um período de 12 meses, além de responder criminalmente, com pena de detenção de seis meses a três anos.