Metrô de SP prepara contrato para implantar operação de celulares

Gazeta Mercantil - Segunda-feira, 19 de março de 2007

seg, 19/03/2007 - 12h19 | Do Portal do Governo

Da Gazeta Mercantil

Como o carioca e o europeu, o cidadão paulistano vai poder, no curto prazo, falar ao celular dentro do metrô. A negociação entre as operadoras móveis e a Companhia do Metropolitano começou no ano passado, enfrentou alguns percalços mas no momento voltou a evoluir e, segundo informação obtida junto à assessoria de comunicação da empresa paulista, deve ser concluída em breve.

O próximo passo será divulgar o resultado da avaliação do estudo de viabilidade econômica apresentado pelo conjunto das operadoras celulares em fim do ano passado.

Até aqui, as partes interessadas viveram um vaivém de propostas e cancelamentos que chegou a incluir uma licitação cancelada por não ter se enquadrado nas regras da telefonia celular. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), somente as quatro operadoras móveis Vivo, Claro, TIM e Nextel, possuem autorização para explorar a concessão de telefone no Estado de São Paulo.

A despeito disso, no entanto, a única empresa que se mostrou interessada em implantar infra-estrutura nas condições propostas pelo Metrô, no fim do ano passado, foi a CCBR-Catel, que atua em diversas áreas, inclusive estradas, gás e energia.

A licitação não pôde ir para frente devido, justamente, ao fato de a CCBR-Catel não dispor de licença para operar celular. Era sua intenção implantar a infra-estrutura e depois locar a rede para uso das operadoras móveis, que além disso pagariam ao Metrô um porcentual variável sobre a receita auferida no local.

Embora o Metrô não revele o valor solicitado, sabe-se que as operadoras chegaram a desistir da operação em suas dependências pela alta soma a ser cobrada. Na rodada atual, segundo informação da assessoria de imprensa, cabe ao Metrô explicitar a conclusão a que chegou depois de examinar o estudo de viabilidade econômica providenciado pelas operadoras e entregue no fim do ano.

Compartilhamento

As quatro linhas do Metrô paulista fazem a circulação de 3 milhões de pessoas diariamente. Cada usuário permanece aproximadamente 20 minutos nas estações e dentro dos trens, em viagem.

O uso estimado dos telefones celulares seria, portanto, capaz de gerar um adicional de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado da ordem de R$ 500 mil, avaliaram as teles em estudo compartilhado, segundo afirmou o vice-presidente de regulamentação da Vivo, Sergio Assenço.

Esse tributo incide em 25% no Estado, embora totalize 33% no cálculo por dentro.

Não existe interesse das operadoras de se conectar à rede de uma empresa desconhecida. “Preferimos ter a nossa própria infra-estrutura”, afirmou Assenço, da Vivo.

O investimento está estimado em US$ 12,5 milhões e consiste na instalação de um duto de cobre fendido ao longo das linhas pelo qual trafegará o sinal de radiofreqüência. kicker: Os cerca de 3 milhões de paulistanos que circulam por dia pelas 4 linhas de Metrô vão poder falar ao celular na área interna.