Fábrica da Embraer vai criar mil vagas até 2003

Diário de S. Paulo - 12/6/2002

qua, 12/06/2002 - 10h37 | Do Portal do Governo

Local tem a maior pista do hemisfério

Gavião Peixoto (SP) – A Embraer, maior exportadora brasileira, vai gerar mil empregos diretos nos próximos 12 meses na quinta unidade da companhia em Gavião Peixoto, município localizado a 300 km da Capital. A primeira fase da unidade industrial da fábrica, inaugurada ontem, tem 140 funcionários. Em dez anos, quando o empreendimento estiver concluído, deverão trabalhar no local 3 mil funcionários.

No total, a Embraer tem 11,5 mil funcionários. A companhia já recuperou parte das vagas cortadas no ano passado, após a crise deflagrada com os atentados de 11 de setembro. Segundo o presidente da Embraer, Maurício Botelho, o quadro de funcionários da nova fábrica será formado por mão-de-obra qualificada na própria região.

‘Um dos motivos que levou à escolha de Gavião Peixoto foi a boa estrutura educacional da região, um dos principais pólos tecnológicos do país’, disse Botelho. Durante a solenidade, o governador Geraldo Alckmin falou sobre a parceria entre a Embraer e a Secretaria Estadual do Emprego para qualificar trabalhadores da região, beneficiando municípios como Araraquara, São Carlos e Matão, além de Gavião Peixoto.

A fábrica está em funcionamento desde outubro do ano passado. Até o fim deste ano a Embraer deverá investir R$ 42 milhões em infra-estrutura para instalar a área industrial, que deverá ocupar 3 milhões dos 17 milhões de metros quadrados do terreno.

No local, serão montados os jatos executivos Legacy, os aviões Embraer 145, o AMX-T e o Super Tucano, utilizado pelo comando da Aeronáutica. O local será também usado para a modernização do caça F-5. A fábrica tem a maior pista do Hemisfério Sul, com cinco quilômetros de extensão. A Embraer usará a pista para testes. Até então, a companhia alugava pistas nos Estados Unidos.

O município de Gavião Peixoto, onde está instalada a quinta unidade da Embraer, tem cerca de 4,5 mil habitantes e vive basicamente da agricultura. Até agora, um fornecedor, a Kawasaki – fabricantes de asas do Embraer 190/195 -, instalou-se na região.

Luís Alfredo Dolci