Estado inicia projeto de navegação pelo rio Tietê

Diário da Região/Osasco

qua, 17/06/2009 - 9h57 | Do Portal do Governo

Está aberto edital para elaboração do projeto de eclusa da Barragem da Penha, que vai criar hidrovia de 55 quilômetros ligando a Capital, região Oeste e área de Garulhos

Foi dado o primeiro passo para tirar do papel o projeto de navegação, pelo rio Tietê, na região Metropolitana de São Paulo. O Departamento Hidroviário do Estado lançou, na última quarta-feira, edital para contratação do Projeto Executivo e de Avaliação de Impactos da Eclusa da Barragem da Penha.

De acordo com o departamento, a construção dessa eclusa aumenta em 14 quilômetros o trecho navegável do rio, que hoje já conta com 41 quilômetros nessas condições, entre a Barragem da Penha, na Capital, e a Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, cortando também as cidades de Osasco, Carapicuiba e Barueri. Seriam então 55 quilômetros navegáveis, cirando uma “hidrovia” pela região Metropolitana e abrangendo ainda a região de Guarulhos e Itaquaquecetuba.

O projeto, que terá o custo previsto R$ 1,8 milhão, será desenvolvido em parceria com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e deverá ser entregue num prazo de 14 meses. O valor previsto é de R$ 50 milhões.

De acordo com Frederico Bussinger, diretor do Departamento Hidroviário, é objetivo da reativação do transporte de cargas pelo Tietê é retirar parte do transporte de cargas que hoje circula pelas marginais e malha viária da Grande São Paulo. Os dados mais recentes sobre o assunto, de 2005, apontam que circulavam pela região metropolitana 917 milhões de toneladas de cargas/ano, em cerca de 400 mil viagens de caminhão por dia. “Com a utilização da hidrovia, se reduzirmos este volume em 10, 20, 30% já será um ganho extremamente significativo para a cidade, seja em relação ao meio ambiente, à logística de transporte, à economia e à saúde da população”, afirma.

Além disso, de acordo com ele, a eclusa vai facilitar o transporte de sedimentos da dragagem da calha do rio Tietê, trabalho que está em andamento e vista contar as cheias do rio. Hoje, esse transporte é feito via caminhões. E, com a dragagem, o reservatório resultante da implantação da eclusa terá capacidade de reter até 3,5 milhões de metros cúbicos de água, equivalente a cerca de 40 piscinões do Pacaembu.