A dengue e o cenário paulista para 2012

Diário de S. PauloA dengue é a doença viral transmitida por vetor mais disseminada no mundo. Seu enfrentamento está ligado às decisões dos gestores na adoção de políticas de saúde […]

qua, 16/11/2011 - 12h02 | Do Portal do Governo

Diário de S. Paulo

A dengue é a doença viral transmitida por vetor mais disseminada no mundo. Seu enfrentamento está ligado às decisões dos gestores na adoção de políticas de saúde pública que devem levar em conta a introdução e a reintrodução de novos sorotipos, a circulação de cepas de maior virulência, a população suscetível e a densidade do mosquito Aedes Aegypti nas cidades.  A doença depende de um vetor cuja proliferação tem forte relação com o modelo de consumo e urbanização das cidades às quais está  adaptado, com o agravante: sua curva epidemiológica é modulada pelas condições climáticas.

A combinação de altas temperaturas com chuvas abundantes é explosiva para o Aedes. Temos experimentado essa realidade nos últimos anos, o que ampliou o período sazonal da doença e diminuiu o tempo para que planejássemos as ações de prevenção e controle.

Nosso  estado enfrenta a dengue desde 1987, quando foi identificada a circulação do vírus 1.  A Secretaria de Estado da Saúde  tem colocado todo seu arsenal técnico em campo para essa batalha. A Sucen faz, permanentemente, pesquisas entomológicas que subsidiam os planos de ação elaborados de forma conjunta com os gestores municipais. O CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) monitora os casos a partir das notificações, avalia o comportamento da doença e estabelece a interlocução com a assistência. O Instituto Adolfo Lutz processa os exames diagnósticos e de isolamento viral que indicam espacialmente os sorotipos circulantes no estado.

As áreas técnicas da Coordenadoria de Controle de Doenças e da Sucen elaboraram o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Dengue. Entre as ações previstas está a preparação do sistema de saúde para atender às pessoas doentes. O diagnóstico clínico eficiente e a rápida identificação dos sinais de gravidade são armas poderosas para evitar mortes por dengue.  Para isso, o Estado prepara um modelo de treinamento para médicos e enfermeiros que atuam nas portas de entrada – Unidades Básicas de Saúde e prontos-socorros – e organiza sua Rede Regionalizada de Atenção à Saúde para propiciar triagem adequada, melhor acesso e acompanhamento dos casos potencialmente graves.

Marcos Boulos  é  coordenador de Controle de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo