SP investe mais R$ 9 milhões no Hospital do Vale do Paraíba – parte 1

Governador: Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas. Dizer da minha alegria de voltar aqui pela segunda vez. Estive aqui em fevereiro do ano passado e […]

qua, 13/08/2008 - 15h41 | Do Portal do Governo

Governador: Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas. Dizer da minha alegria de voltar aqui pela segunda vez. Estive aqui em fevereiro do ano passado e agora, para duas boas inaugurações.

Aqui vamos falar das duas? De todas. Bem, uma delas o nosso diretor já acabou de explicar do que se trata. É um tratamento integral para quem tem problemas renais. Não só diretamente, com vinte máquinas novas, o que aumenta a capacidade de atendimento em mil e quinhentas sessões por mês. Portanto, mais de cinqüenta por dia, incluindo os dias de semana. Mas também  prevenção, ou seja, evitar que as coisas venham a ter problemas de diálise.

Como? Pela prevenção, tratamento de diabetes e de pressão alta, que são os dois principais fatores que levam à insuficiência renal. Portanto, é um tratamento integral, que vai também se desdobrar nos próprios transplantes: vamos fazer de quatro a seis por mês. Isto vai aumentar muito a capacidade  de atendimento da região, e, assim, na média do Estado. São investimentos significativos, mas que valeram e vão valer cada vez mais a pena.

A outra inauguração é a da ala pediátrica do hospital. São quarenta e oito novos leitos, trinta leitos normais, oito de emergência e dez de UTI neonatal, o que vai ajudar a diminuir a mortalidade infantil e também a reduzir a migração, porque às vezes quando o paciente, quando não pode ser atendido no local, tem que ir para outro lugar. Isso vale também para a hemodiálise. São, portanto, melhoras substanciais no atendimento à saúde, que evidentemente não se esgota aí.

Nós já fizemos coisas no passado e vamos fazer no futuro, inclusive instalando quatro AMEs aqui no Vale do Paraíba, na região que inclui o litoral. O que é um AME? É um ambulatório médico de especialidade, para consultas. A idéia é ter trinta tipos de consultas, de especialidades, fazer quinze mil por mês e cinco mil exames médicos. Isto é o que mais ou menos tem acontecido com AMEs já inaugurados. E vamos fazer quatro, como eu disse. Um aqui em Taubaté, vamos fazer outro em São José dos Campos, que já vai ser inaugurado em setembro, outro em Caraguá, que vai ser inaugurado em novembro, e outro em Lorena.

Esta região, na verdade, é a que tem a maior concentração no Estado, com os ambulatórios bem distribuídos regionalmente, porque não é preciso fazer em todas as cidades. A capacidade de atendimento do AME é muito maior do que qualquer cidade isolada daqui. São atendimentos regionais, para eliminar esperas para uma consulta. Eu sempre implico com ortopedia, demora muito para se conseguir uma consulta de ortopedia. Isso também sobrecarrega os hospitais, é óbvio. Porque as pessoas, não tendo possibilidade, vão para o hospital, que é o lugar mais óbvio para o atendimento, mas não é a finalidade do hospital. E isso então sobrecarrega, desnecessariamente, os nossos hospitais.

Queria aproveitar aqui para falar de outras coisas daqui da região e de Taubaté. Nós temos programado, aqui em Taubaté, um Poupatempo. Um Poupatempo que eu não sei se todo mundo sabe o que é. É algo que poupa tempo mesmo: para tirar uma carteira de identidade – que hoje demora trinta, quarenta e cinco dias para uma criança – vai ser feita em vinte e quatro horas. O mesmo com carteira de habilitação, com carteira de trabalho, com atestado de antecedentes. Essa coisinha absurda que ficam exigindo o dia inteiro, e que dá uma trabalheira, vai ser feita na hora.

Esse Poupatempo deve estar funcionando – eu acredito – em 2009. Tivemos problemas aqui com a Prefeitura para o local, mas nós mesmos resolvemos esse assunto. Em geral, a gente faz em parceria com as Prefeituras. Não foi o caso aqui.

Mas as obras viárias aqui no Vale do Paraíba são tantas que não dá nem para dizer. São muitas coisas. A ligação Dutra – Carvalho Pinto, que já está na fase três; a Osvaldo Cruz; a Estrada Velha Rio – São Paulo, que estamos modernizando; e os acessos.

Nós temos um programa do Governo do Estado que vai fazer acessos para todos os municípios de São Paulo onde há necessidade. Todos. No atacado.  Aqui no Vale são quantos, Mauro? Quinze acessos. Às vezes tem a estrada, e o acesso do município não é bom. Então a gente vai fazer indiscriminadamente. No Estado inteiro, quantos são? Mais de trezentos no Estado inteiro. Sem clientelismo nenhum, não tem troca-troca, não tem nada. O município precisa, vai fazer independentemente da filiação partidária, de apoios políticos e tudo mais. Porque a gente tem que trabalhar para a população, e esse é um principio do nosso governo: atender independentemente da política, quando se está na administração. Nas campanhas, briga, confronto, porque isso faz parte do processo democrático. Na administração, governa para todo mundo. Isso é o que a gente tem feito e vai continuar fazendo.

Quero citar duas coisas mais, muito importantes. Uma é no litoral, o programa Onda Limpa, dedicado ao saneamento nas cidades de praias. Já estamos fazendo na Baixada Santista: um bilhão e duzentos milhões de reais. Vai despoluir as praias, levar coleta e tratamento de esgoto, mais de 90% no caso da Baixada Santista. Vamos fazer agora o Onda Limpa do Litoral Norte: Caraguá, Ubatuba, São Sebastião, que são cidades que têm problemas dessa natureza. O tratamento de esgoto, a coleta, ainda é muito baixo. É 40 e poucos por cento. Nós vamos levar com essa primeira fase – são R$ 200 milhões – a coleta e o tratamento para 2/3 da rede de esgoto. Planejamos chegar em 2012 com 85%. Isso também vai baixar a mortalidade infantil e melhorar o turismo nas praias, porque as praias vão estar menos poluídas.

A outra coisa importante a ser dita aqui é com relação ao ensino técnico e tecnológico. O Vale do Paraíba já tem a maior rede de escolas técnicas e Faculdades de Tecnologia. Tem quatro Fatecs, faculdades, e sete Etecs, escolas técnicas. A Etec é de nível médio. Os adolescentes que vão cursar não precisam ter o ensino médio e o governo, por intermédio da Paula Souza, proporciona também o ensino médio, que é o melhor ensino médio público do Estado e do Brasil. Ele é de responsabilidade do Centro Paula Souza, órgão do Governo do Estado.

Oito entre dez alunos, ou seja, quatro em cada cinco, já têm emprego quando terminam. Nas Fatecs, essa proporção se eleva de nove para dez, ou seja, 90%. Hoje mesmo eu vou inaugurar uma Fatec em Pindamonhangaba. Vamos fazer mais três Etecs, entre elas uma em São Sebastião e outra em São José dos Campos. Com isso, a gente está proporcionando bons empregos para os jovens e ajudando o desenvolvimento, porque o problema do desemprego é o número um do Brasil.

O que é que tem acontecido? Vem uma empresa, se instala e não encontra mão-de-obra qualificada. Não tem gente de nível universitário ou pré-universitário treinada. Estamos eliminando essa defasagem. O programa para o Estado inteiro é vasto. Nós pegamos 70 mil alunos, mais ou menos, em escolas técnicas. Vamos permitir o aumento de vagas para mais de 170 mil possibilitar isso, que vai se materializar plenamente em 2012. E mais do que duplicando o número de Fatecs. São 26 que nós encontramos. Já estamos com 40, porque vamos elevar a mais de 52. Esse é o maior programa do Brasil, somados os programas federais e estaduais.

Vamos pôr São Paulo, como sempre, em sintonia com as necessidades de empregos e do desenvolvimento. O Vale tem um papel crucial nessa direção porque é uma das regiões mais dinâmicas do Estado e do Brasil.

São Paulo precisa do Vale, como o Vale precisa de São Paulo, e o Brasil precisa dos dois. Então estamos trabalhando para isso.

Queria agradecer aqui a atenção, a presença, e dizer que a gente conta com vocês. Conta com Taubaté, conta com o Vale do Paraíba. Da mesma maneira  que vocês podem contar com o Governo do Estado e comigo pessoalmente.

Muito obrigado.