São Paulo ganha 20º túnel – parte 1

Discurso: José Serra e Gilberto Kassab Evento: Inauguração Túnel Paulo Autran que liga a Avenida Washington Luís ao setor de desembarque de passageiros do Aeroporto Internacional de Congonhas Data: 25/01/08 […]

sex, 25/01/2008 - 11h03 | Do Portal do Governo

Discurso: José Serra e Gilberto Kassab

Evento: Inauguração Túnel Paulo Autran que liga a Avenida Washington Luís ao setor de desembarque de passageiros do Aeroporto Internacional de Congonhas

Data: 25/01/08

Queria dar o meu boa tarde a todos e a todas.

Queria cumprimentar a Karin Rodrigues, e através dela todos os familiares, produtores artísticos, atores, atrizes que vieram acompanhar esta cerimônia. Eu liguei para a Karin, acho que na terça – feira, não é?

Karin Rodrigues, esposa de Paulo Autran – Foi. Levei um susto.

E ela até tinha uma viagem programada. E eu falei: bom, não pode. Agora, você tem que desmarcar tudo.

Karin Rodrigues, esposa de Paulo Autran – Eu desmarquei.

E ela desmarcou rapidamente.

Bem, queria cumprimentar o presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Vaz de Lima, que hoje, aliás, lançou um belo calendário sobre a Cidade de São Paulo. Você devia ter trazido aqui para dar de presente para os presentes.

Presidente da Assembléia Legislativa Vaz de Lima – Você paga a conta?

Não. A Assembléia tem autonomia, outro Poder, independente.

Queria cumprimentar o prefeito Gilberto Kassab, sob cuja gestão esse túnel foi construído; o deputado Arnaldo Faria de Sá, o deputado federal aqui presente; o Major Brigadeiro-do-Ar Jorge Godinho Barreto Nery, secretário da Aviação Civil que representa o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que acabou de me telefonar para dizer que era aqui representado pelo Major e que gostaria de ter estado presente; o presidente da Infraero, da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, o Sérgio Gaudenzi, que foi, no passado, meu companheiro de movimento estudantil. Muito ativo. Não vou dizer quando para não houver más interpretações a respeito da idade.

Queria cumprimentar também os vereadores aqui presentes – são muitos – secretários municipais; secretários estaduais; os subprefeitos que são tão importantes nesta cidade, muitos também aqui nesta cerimônia.

Bem, em relação a esta obra, vale a pena voltar um pouco no tempo para ver a origem dela. Na verdade, dentro do processo de reforma de Congonhas havia várias iniciativas que foram consideradas inconvenientes para a Cidade de São Paulo. Mas quem reagiu na época – estou falando do passado – não foi a Prefeitura. Quem reagiu foi o movimento Defenda São Paulo, capitaneado pela Regina Monteiro.

 E o Movimento Defenda São Paulo brecou aquelas iniciativas que visavam criar um shopping center, enfim, muitas coisas aqui que eram bastante inconvenientes do ponto de vista urbano. E na Justiça, terminou-se fazendo uma negociação com a Infraero.

Quando eu assumi a Prefeitura, eu trouxe o movimento Defenda São Paulo para dentro, porque nós trouxemos a Regina Monteiro para (inaudível) para a Prefeitura. E o Kassab a manteve, dando inclusive mais força. A Regina Monteiro foi a grande ideóloga de sustentar tudo da Cidade Limpa, do Programa Cidade Limpa. E em razão disso, uma das questões que entrou no acordo foi a construção deste túnel.

Aqui passam 3.600 carros por hora, pela avenida. Mil e oitocentos no embarque e desembarque de Congonhas, para se ter uma idéia da importância dessa obra.

Ela vai duplicar – se é que se pode medir assim – a facilidade de acesso ao aeroporto. Vai duplicar. Não se pode dizer que vai ajudar a congestionar o aeroporto, porque ninguém deixa de voar de Congonhas por causa do congestionamento. De maneira que vai mesmo facilitar a vida daqueles que pegam avião e daqueles que trabalham no aeroporto. Portanto, é uma obra muito bem-vinda.  

Foi uma parceria da Prefeitura com a Infraero, do Ministério da Aeronáutica com a Infraero. A Prefeitura fez o projeto, o estudo urbano, botou algum dinheirinho. Mas quem bancou realmente o grosso da obra foi a Infraero. Eu queria cumprimentar o Sérgio Gaudenzi e, através dele, a empresa por este trabalho aqui feito.

A obra foi projetada – ela é bonita, bem feita – foi projetada com cuidado, com capricho pela Prefeitura, que está de parabéns pelo trabalho feito. Nós negociamos em 2005, mas a obra só começou em dezembro de 2006. Mas em um ano ficou pronta, o que é quase um recorde no Brasil, em matéria de obras públicas.

Um grande problema que tem entre nós é relacionado com o dinheiro do investimento. Nunca tem dinheiro, e – quando tem – não se consegue gastar. Esta é uma norma do funcionamento da administração brasileira. E no caso, aqui, conseguiu-se gastar em um ano e fazer uma obra deste porte.

Por outro lado, realmente, todos os atores e atrizes que forem para o aeroporto vão se lembrar do Paulo Autran. Mas não vão lembrar só com carinho. Isto vai representar também um incentivo, porque o Paulo é um dos fundadores do teatro brasileiro. Do teatro como nós conhecemos hoje – que não era assim nos anos 40, mesmo no começo dos anos 50. Um dos fundadores e um homem que deixou uma marca permanente. Na verdade, o teatro brasileiro vive o Paulo Autran, como vive outras grandes figuras, como é o caso do nosso querido Raul Cortez – cuja filha também está aqui presente.

E é uma homenagem bonita. Porque todas as pessoas… Imagina, 1.800 carros por dia, por hora. Deve dar quanto? Deve dar uns vinte e poucos mil carros por dia. Duas ou três pessoas por carro. Multiplica isso por um mês. Claro que tem ida e volta. Mas será uma evocação permanente da memória e do trabalho do Paulo, que era uma figura tão querida. Muito querida por todos nós, e particularmente por mim, que sempre tive uma enorme admiração e muito carinho por ele.

Portanto, uma obra bonita em um dia calmo como hoje. A gente sabe que São Paulo – tirando os automóveis – ganha outro ar. A melhor São Paulo é a dos feriados, porque ela se torna mais serena, mais acolhedora. Um dia como hoje, discreto, é um dia muito apropriado para esta homenagem e para a inauguração desta obra tão importante para a cidade.

Muito obrigado.