USP: Alunos da Escola Politécnica desenvolvem carros solares

Veículos que atingem até 120 km/h estarão expostos até domingo, dia 6, na Capital

qui, 03/04/2003 - 10h33 | Do Portal do Governo

Da Agência Imprensa Oficial e Agência USP de Notícias


O The Banana Enterprise e o Citizen Eco-Drive/USP, dois carros movidos à energia solar, poderão ser vistos até domingo, dia 6, na Auto Sports Mundial, feira automobilística que antecede o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Um dos projetos teve a participação de alunos do curso de graduação em Mecatrônica da Escola Politécnica (Poli) da USP.

O The Banana Enterprise foi o primeiro veículo solar brasileiro a participar de competições internacionais, em 1993. É resultado do trabalho de um grupo de amigos do qual participou o professor de Mecatrônica da Poli, Júlio Cézar Adamovsky. O sucessor do primeiro protótipo, o Citizen Eco-Drive/USP, foi o primeiro a ser desenvolvido no meio acadêmico brasileiro.

No carro solar, a luz do sol é convertida em corrente pelo painel solar – um conjunto de células fotovoltaicas que fica na sua carroceria e alimenta um motor elétrico.

Otimizando energia

Veículos solares como esses podem percorrer três mil quilômetros utilizando energia equivalente àquela contida em apenas cinco litros de gasolina. Com uma potência igual a de um secador de cabelos, conseguem atingir a velocidade de 120 quilômetros por hora.

Na construção de tais veículos, que medem seis metros de comprimento por dois de largura, leva-se em conta, particularmente, a ‘necessidade de uma alta eficiência’, relata Vinicius Rodrigues de Moraes, gerente de projetos da equipe. Ele está trabalhando no mais novo modelo de carro solar nacional, o Clave de Sol. ‘Há uma necessidade primária de se aproveitar o melhor possível a energia obtida e, principalmente, de não desperdiçá-la’, observa.

Energia limpa

A grande vitrine desses veículos é o World Solar Challenge realizada na Austrália desde 1987. Trata-se de uma competição mundial que visa a estimular as pesquisas e o desenvolvimento da utilização da energia solar, que hoje conta com equipes de mais de 20 países. A corrida corta o país de Norte a Sul, saindo de Darwin e chegando a Adelaide, durando em média oito dias.

“Queremos competir para vencer na categoria carro pequeno (ISF), em outubro deste ano”, diz Vinícius. “Com a tecnologia que estamos desenvolvendo atualmente, temos chance de trazer o prêmio.”

Os resultados atingidos com os carros solares brasileiros são ainda mais importantes se lembrarmos que, há dois anos, o país todo sofreu com uma grave crise de racionamento de energia elétrica. ‘Desenvolver um carro solar é, acima de tudo, viabilizar um futuro de energia limpa, renovável, gratuita e abundante, num país ensolarado como o Brasil’, reforça o professor.

SERVIÇO
A Auto Sports Mundial acontece no Expocenter do Hotel Transamérica Avenida das Nações Unidas, 18.591, próximo à Ponte Transamérica, São Paulo.
Mais informações, pelo telefone (11) 9981-0123 ou
e-mail vinimagus@terra.com.br

(AM)