Unicamp: HC inicia mudança no atendimento a partir desta segunda-feira

Nenhum paciente deixará de ser atendido

sex, 02/04/2004 - 20h40 | Do Portal do Governo

O Hospital das Clínicas da Unicamp, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, inicia nesta segunda-feira, dia 5, a mudança no atendimento no pronto-socorro e ambulatórios. Todos os pacientes serão atendidos normalmente, mas as pessoas com casos simples constatados terão seu retorno de consulta e exames indicados para unidades básicas de saúde.

A alteração no atendimento beneficiará pacientes vítimas de casos graves, que hoje precisam muitas vezes aguardar na fila para um atendimento. A determinação segue regras do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde.

O objetivo do novo plano de atendimento é reduzir o déficit mensal do hospital, da ordem de R$ 500 mil. A dívida acumulada da entidade chega a R$ 7 milhões, causada principalmente pela falta de ajuste da tabela e cobertura de procedimentos do SUS. Como forma de auxílio, a Secretaria de Estado da Saúde enviou em fevereiro deste ano R$ 3 milhões ao HC da Unicamp.

A proposta de mudança prevê que o pronto-socorro, que atende em média 350 pacientes dia, passe a ser chamado de Unidade de Emergência Referenciada (UER), atendendo pacientes graves referenciados. Todo encaminhamento à UER será por intermédio de contato telefônico pelos sistemas de resgate ou pela Central Reguladora de Vagas. Esta alteração será gradativa.

Uma das medidas que ajudou o fluxo na UER foi a implantação, há três meses, de um sistema de triagem por cores (vermelho, amarelo, verde e azul), que atende o paciente de procura expontânea, priorizando o grau de gravidade e não a ordem de chegada. Atualmente, 50% das internações do hospital vêm do pronto-socorro.

O consenso entre o grupo de trabalho do HC, é que as mudanças têm como principal objetivo preservar o papel do hospital no sistema regionalizado e hierarquizado, instituído pelo governo federal. Um hospital universitário tem que ser um espaço de atendimento especializado, bem como de pesquisa, ensino, residência e pós-graduação. Isso não significa, porém, que a Unicamp deixará de fazer atendimento primário e secundário na rede pública.

A proposta da Faculdade de Medicina da Unicamp é que os alunos passem a atuar com mais intensidade nas unidades básicas de saúde (UBS) e nos hospitais secundários da rede pública, como já ocorre no Hospital Estadual Sumaré, vinculado à universidade.