Transp. Metropolitanos: CPTM suspende venda de bilhetes de integração com ônibus em Carapicuíba

Mmedida é decorrente do grande número de bilhetes falsos recebidos no início deste mês pelas empresas de ônibus

qui, 10/11/2005 - 13h52 | Do Portal do Governo

A partir desta quinta-feira, dia 10, a empresa suspende temporariamente, em todas as estações a venda dos bilhetes magnéticos que permitem a integração com os ônibus da região de Carapicuíba. A medida é decorrente do grande número de bilhetes falsos recebidos no início deste mês pelas empresas de ônibus locais.

A suspeita de irregularidades levou a Gerência de Operações [GOC] da companhia a realizar perícia técnica em um lote de 46.080 bilhetes integrados. Essas unidades foram individualmente analisadas, resultando na confirmação de 8.970 bilhetes falsificados [19,47%].

Do total de bilhetes periciados, 28.400 eram do código F04 – com validade nos ônibus que circulam em Carapicuíba. Desse montante, atestou-se que 5.884 unidades são falsas [20,72%]. A checagem também ocorreu em grupo de 10.600 tíquetes código F11, válido nos municípios de Barueri, Itapevi e Jandira, dos quais 3.081 são ilegais – o maior índice de falsificação [29,06%]. Já sob código F16, bilhetes aceitos nos ônibus de Osasco, identificou-se cinco unidades adulteradas [0,071%] em 7.080 bilhetes avaliados.

As peças falsas – sem tarja e mensagem magnética, com apenas uma faixa impressa na mesma cor – seriam facilmente detectadas nas linhas de bloqueio da CPTM. Mas nos ônibus, as diferenças não estão sendo identificadas.

Os bilhetes magnéticos utilizados pela CPTM no Sistema de Controle de Arrecadação e de Passageiros [SCAP], comercializados nas bilheterias das estações, nos ônibus integrados e nos postos de venda de vale-transporte, são confeccionados na Casa da Moeda do Brasil e na CEDINSA S.A., em cartolina com características gráficas distintas para cada tipo de bilhete, com numeração seqüencial controlada por série e tipo de bilhete e com uma pista magnética composta.

Entre os bilhetes adulterados apreendidos existem diferenças de layout, como a cor e o tipo de letra usado na inscrição ‘Ônibus’, além de outros indícios de fraude. Nessa fase de investigação, a companhia já recebeu mais um lote de 63 mil bilhetes suspeitos e outros dois deverão chegar hoje. Tudo proveniente de Carapicuíba, Osasco, Jandira, Itapevi e Barueri, áreas da Grande São Paulo atendidas pela Linha B [Júlio Prestes-Itapevi] da ferrovia. O material também passará por perícia.

Riscos

A CPTM alerta sobre os riscos aos quais os usuários se submetem ao comprar bilhetes fora das estações. Além de alimentar o comércio ilegal, não têm garantia alguma em relação à proveniência dos mesmos. Quando apreendidos nos pontos de bloqueio eletrônico, as catracas, esses bilhetes são analisados. Constatando-se qualquer irregularidade, o portador do material pode ser encaminhado às autoridades policiais para prestar esclarecimentos.

Dessa forma, quem compra bilhetes clandestinos está sujeito até a ser indiciado por receptação de mercadoria roubada, enquanto que os vendedores são enquadrados criminalmente.

Os profissionais da área de segurança da companhia também realizam operações especiais com o intuito de coibir esse tipo de infração, muitas vezes comandada por quadrilhas que atuam, principalmente, nos arredores do sistema. Durante as blitze, os agentes, apoiados no Decreto Federal 1.832, apreendem os bilhetes vendidos irregularmente por vendedores ambulantes em frente às estações.

Essa estratégia de ‘apertar o cerco’ conta ainda com um outro recurso. As imagens capturadas nas 83 estações comerciais da rede, 24 horas por dia, em tempo real, servem de referência para que o pessoal da segurança da CPTM, em conjunto com Polícia Militar e Polícia Civil possam identificar em que unidades a prática de falsificação de bilhetes é mais comum. E assim, tem sido possível prender os responsáveis por esse tipo de crime.

Assessoria de imprensa da CPTM

J.C.