Saúde: Especialistas discutem meningites bacterianas na Capital

Evento está sendo realizado na manhã desta segunda-feira, dia 9, no Centro de Convenções Rebouças

seg, 09/09/2002 - 9h37 | Do Portal do Governo

Nesta segunda-feira, dia 9, está sendo realizado na Capital o Simpósio Sobre Meningites Bacterianas, promovido pela Secretaria Estadual da Saúde, por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).

O evento, destinado a médicos e enfermeiros que atuam em pronto-socorros e Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, profissionais de laboratório e Vigilância Epidemiológica, o abordará, entre outros temas, a questão do diagnóstico, comportamento epidemiológico e prevenção das meningites bacterianas.

O que é meningite

A meningite é uma inflamação das leptomeninges, membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal. Normalmente são causadas por vírus ou bactérias, entretanto outros agentes, como fungos ou parasitas, também podem provocar a doença. Entre as bactérias, a Neisseria meningitidis (meningococo) é a mais freqüente atualmente e tem importância pela possibilidade de causar surto ou epidemias.

Febre alta, dor de cabeça muito forte e rigidez de nuca (pescoço duro) são sintomas freqüentes nos indivíduos após os dois anos de idade, podendo evoluir gravemente em poucos dias ou até em horas, dependendo do agente causador. Outros sintomas podem aparecer, como náuseas, vômitos, fotofobia (desconforto com luz), confusão mental e abatimento no estado geral.

Em recém-nascidos ou lactentes os sintomas clássicos de febre, dor de cabeça, rigidez de nuca e fontanela abaulada estão freqüentemente ausentes, o que dificulta o diagnóstico nessa faixa etária. Chamam a atenção sintomas como baixa de atividade (a criança fica largadinha) ou irritabilidade, choro intenso, gemência, vômitos, ou seja, aparecimento de sinais e sintomas inespecíficos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são de grande importância para uma boa recuperação. Assim os pacientes que apresentem sintomas têm que procurar o médico imediatamente. O diagnóstico confirmatório é feito por meio do exame do líquor (líquido retirado da espinha), coletado por punção realizada por médico. Esse exame, além de beneficiar o paciente rapidamente com seu resultado, indicando precisamente o tratamento mais adequado, também define quais as medidas de controle a serem adotadas com as pessoas que conviviam com o paciente, se forem necessárias.

Algumas formas de meningites bacterianas e as causadas por vírus são contagiosas. As bactérias são transmitidas pela tosse ou espirro do paciente, através de secreções expelidas do trato respiratório (nariz e boca). Para que essa transmissão ocorra, há necessidade de um contato direto com a pessoa doente. A notificação à vigilância epidemiológica da sua região permitirá uma análise da situação por pessoas capacitadas para avaliar se há ou não necessidade de dar remédio aos comunicantes diretos, e isso pode ser feito no mesmo dia. Os enterovírus podem ser transmitidos por secreções do trato respiratório e/ou fezes.

Meningite tem cura. Inúmeros antibióticos são usados com sucesso no tratamento das meningites bacterianas, que deve ser realizado em ambiente hospitalar. As meningites chamadas de virais costumam ter evolução benigna, por vezes não necessitando de internação. Mas essa avaliação deve sempre ser feita por médico capacitado. Apesar de existirem casos de meningites causadas por enterovírus que são benignos, ao menor sinal ou suspeita, deve-se procurar atendimento médico, pois meningite é, na maioria das vezes, uma doença grave.

Programação do Simpósio:

08:30 – 08:45 – Inscrição e Entrega de Material
08:45 – 09:30 – Comportamento Epidemiológico das Meningites no Estado de São Paulo
Palestrante: Professor doutor José Cássio de Moraes – Diretor Técnico do CVE
09:30 – 10:10 – Diagnóstico Laboratorial das Meningites Bacterianas
Palestrante: Drª. Vera Simonsen – Bióloga – Chefe da Seção de bacteriologia do Instituto Adolfo Lutz
10:10 – 10:30 – Café
10:30 – 11:10 – Clínica e Tratamento das Meningites Bacterianas com Ênfase no Choque Toxêmico
Palestrante: Professor doutor Otávio Augusto G. Branchini – Médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
11:10 – 11:40 – Prevenção de meningites bacterianas: quimioprofilaxia e vacinas
Palestrante: Helena K. Sato – Médica da Divisão de Imunização do CVE
11:40 – 12:00 – Debates

Data: Segunda-feira, dia 9 de setembro de 2002
Horário: Das 8h30 às 12 horas
Local: Centro de Convenções Rebouças – São Paulo-SP.