Polícia Militar de São Paulo reforça segurança com mais viaturas e soldados

Os 266 formandos da PM vão atuar no policiamento comunitário da Capital e Região Metropolitana

sex, 22/02/2002 - 14h28 | Do Portal do Governo


Os 266 formandos da PM vão atuar no policiamento comunitário da Capital e Região Metropolitana

A Polícia Militar de São Paulo recebeu, nesta sexta-feira, dia 22, o reforço de mais 266 soldados e 61 viaturas. Os homens atuarão no policiamento comunitário, ostensivo e preventivo da Capital (131 policiais) e municípios de Guarulhos (35), Franco da Rocha (65) e Suzano (35).

Já as viaturas do tipo Blazer são destinadas ao policiamento da Capital, das quais cinco para a região Central; 15 para a Sul; 20 para Leste; cinco para a Oeste; e cinco para a Norte, além de 11 para o Batalhão de Choque da PM.

A entrega dos veículos foi feita pelo governador Geraldo Alckmin, no Vale do Anhangabaú, antes do início da cerimônia de formatura dos novos soldados. ‘Só este ano, temos 559 novos soldados na Polícia Militar. Com isso, chegamos perto de 85 mil PMs no Estado. Em 1995, a corporação contava com 74 mil homens. O contingente da Polícia Militar cresceu quase 14%’, afirmou o governador.

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública, Saulo Abreu, cada vez que a Polícia Militar publica edital para concurso público, recebe cerca de cinco mil inscrições. ‘Apenas 5% desses jovens conseguem entrar na corporação’, afirmou.

A polícia atualmente está mais treinada e melhor preparada, destacou o governador. ‘Os novos soldados passaram um ano no curso de Formação Técnico-Profissional, voltado para a Polícia Militar’, explicou. Entre as disciplinas estão Ciências Jurídicas, noções de Psicologia, Sociologia, Medicina Legal e Criminalística.

Além disso, são ministrados cursos de princípios de qualidade total, pronto-socorrismo, comunicação social, manutenção e condução de viaturas policiais, defesa civil, tiro defensivo, polícia comunitária, procedimentos operacionais, técnicas não letais de intervenção policial, defesa pessoal e condicionamento físico, inglês, informática e atividades extracurriculares.

Os 266 novos soldados, de acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, Rui César Melo, vão atuar no policiamento comunitário da Capital e Grande São Paulo. ‘É um trabalho de proximidade da polícia com o cidadão. O soldado é conhecido da população e conhece a maior parte das pessoas da comunidade. Em razão disso, aumenta o número de informações para o policial poder agir de forma muito mais preventiva do que repressiva’, ressaltou.

Para o primeiro colocado nos exames dessa turma de formandos, Alex da Silva Kaltner, de 22 anos, o policial comunitário é ‘uma espécie de líder da comunidade’. Alex conta que o policiamento comunitário é uma das matérias específicas do curso e tem uma grande carga horária, em comparação com outras disciplinas.

O aumento de soldados nas ruas para o policiamento ostensivo e preventivo é uma das medidas do Governo paulista para o combate à criminalidade. Nos próximos dias, a Assembléia Legislativa deve votar projeto de lei encaminhado pelo governador para a contratação de seis mil jovens para serviços de apoio da polícia, liberando, dessa forma, os policiais que exercem funções burocráticas.

Além disso, o Estado vem investindo, desde 1995, em equipamentos. Em sete anos, foram adquiridos mais de 12,5 mil veículos. Pela primeira vez na história de São Paulo, a frota de carros da polícia atinge a idade média de três anos.

Os investimentos em viaturas, armamentos, equipamentos de informática e telecomunicações, para modernizar a infra-estrutura e otimizar o trabalho da polícia, chegaram a R$ 460 milhões. Do montante, R$ 293,8 milhões foram destinados a viaturas, motos e helicópteros.

Durante a cerimônia foi prestada homenagem aos familiares do patrono da turma, soldado PM Marcelo Gonçalves Taccolini, morto em serviço no dia 13 de dezembro de 1986, no momento em que atendia ocorrência de roubo na Zona Leste da Capital.

Alckmin também destacou a construção de Centros de Detenção Provisória (CDPs) e penitenciárias para acomodar os 101 mil presos que superlotam o sistema carcerário de São Paulo.

Cíntia Cury