Palestra: Campinas oferece seminário sobre doenças transmitidas por carrapatos

Região é a campeã do Estado em quantidade de casos

sex, 30/05/2003 - 20h50 | Do Portal do Governo

A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgãos da Secretaria de Estado da Saúde, realizarão na próxima terça e quarta-feira, dias 3 de 4 de junho, o 3º Seminário sobre Doenças Transmitidas por Carrapatos, em Campinas.

O evento levará aos profissionais de saúde informações técnicas sobre as doenças transmitidas por carrapatos e formas de controle do vetor. A Febre Maculosa Brasileira terá destaque por atingir a região de Campinas. De 1996 a 2002 foram notificados 38 casos e 19 óbitos na região. No mesmo período o Estado todo registrou 48 casos e 22 óbitos.

‘A letalidade da Febre Maculosa é alta. Cerca de 47% das pessoas infectadas morrem. O óbito pode acontecer de 8 a 15 dias após o início dos sintomas. Mas pode ocorrer a forma fulminante da doença com óbito entre o primeiro e quinto dia. Diagnóstico rápido e tratamento adequado com antibióticos evitam a morte do paciente’, alerta Luiz Jacintho da Silva, superintendente da Sucen.

Em 1996 a Secretaria de Estado da Saúde implantou o sistema de vigilância epidemiológica da Febre Maculosa nas regiões de Campinas e São João da Boa Vista . ‘A partir disso os profissionais de saúde passaram por treinamentos para fazer a detecção dos casos e a doença foi considerada de notificação compulsória’, explica Luiz Jacintho.

A Febre Maculosa é transmitida por uma bactéria que infecta o carrapato da espécie Amblyomma, mais conhecido como Estrela, Carrapato de Cavalo ou Rodoleiro. Esse carrapato infesta a região de Campinas e se contamina ao picar animais silvestres, reservatórios da doença. A transmissão ao homem acontece através da picada do carrapato contaminado. Não é possível a transmissão homem a homem.

Os sintomas aparecem, em média após sete dias da picada. Inicialmente são: febre, cefaléia, náuseas, vômitos e dor abdominal. Após o quinto dia podem aparecer manchas nos tornozelos e punhos que depois se estendem para o tronco, face, pescoço, palmas das mãos e plantas dos pés.

O seminário será no Hotel Nacional In, avenida Benedito de Campos, 35, das 8h30 às 17 horas. Participam do evento Luiz Jacintho da Silva, da Sucen, Carlos Magno Fortaleza, diretor do CVE, e especialistas da Funasa, USP e UFMG.