Meio Ambiente: Instituto de Botânica atualiza lista de plantas ameaçadas de extinção

Debate será realizado no dia 13 e 14 de setembro

sex, 10/09/2004 - 16h00 | Do Portal do Governo

O Instituto de Botânica (IBt), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado, vai promover nos dias 13 e 14 de setembro, uma reunião para discutir uma nova lista oficial das espécies da flora ameaçadas de extinção em São Paulo, apresentando resultados do trabalho desenvolvido por pesquisadores da instituição, incluindo consultas a especialistas do País e do Exterior.

O Workshop ‘Lista Oficial das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Estado de São Paulo’ será realizado no auditório do IBt, localizado na Avenida Miguel Estéfano, 3.687, no bairro da Água Funda, na Zona Sul da Capital.

O evento conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, Escola Superior de Agronomia ‘Luiz de Queiroz’ – ESALQ-USP, Sociedade Botânica de São Paulo – SBSP e Sociedade Botânica do Brasil – SBB.

A última lista oficial, publicada em 1998, contém pouco mais de 300 espécies de plantas. Os estudos da flora paulista, realizados por pesquisadores de várias instituições de pesquisa do Brasil e do Exterior, engajados no Projeto ‘Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo’, desenvolvido com apoio da FAPESP, permitiram aprofundar o conhecimento sobre as espécies e sua distribuição no Estado.

A nova lista deverá apresentar cerca de 1.200 espécies ameaçadas de extinção, classificadas nas categorias estabelecidas pela IUCN, de acordo com critérios estabelecidos por um grupo de estudiosos. Durante o encontro, os especialistas deverão agregar novas informações e consolidar os resultados preliminares, para produzir uma lista atualizada e mais completa, a ser publicada no Diário Oficial do Estado pela Secretaria do Meio Ambiente.

A pesquisadora Maria Candida Henrique Mamede, do IBT, explica que ‘o aumento do número de espécies ameaçadas reflete o aumento do conhecimento sobre a flora paulista, como resultado dos projetos de pesquisa desenvolvidos no período de 1998 até hoje’. Os estudos indicam os locais de ocorrências das espécies que constam da lista, especialmente as unidades de conservação, facilitando o trabalho de conservação e restauração dos principais biomas e ecossistemas paulistas.

Da Secretaria do Meio Ambiente
C.A.