Governador assina acordo com a Petrobras para ampliação de uso de gás natural no Estado

Documento foi assinado nesta terça-feira, dia 18

ter, 18/10/2005 - 13h08 | Do Portal do Governo


O governo do Estado e a Petrobras firmaram acordo nesta terça-feira, dia 18, com o objetivo de realizar ações conjuntas para o aumento e flexibilização da oferta de energia elétrica e ampliação do uso do gás natural no Estado de São Paulo, em especial nos transportes coletivos. O evento contou com a participação do governador Geraldo Alckmin e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo.

Está previsto o desenvolvimento e intercâmbio tecnológico com a Petrobrás para ampliação do uso do gás natural, com impactos positivos em diversos setores da economia e incentivo do uso desse combustível na frota de ônibus públicos do Estado.

‘Esperamos que até o próximo ano, 30 mil ônibus a diesel das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Santos e Campinas sejam trocados por veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV)’, informou o governador. Ele destacou a Petrobras garantiu, por 10 anos, 55% do valor do diesel. ‘E o Governo reduziu o ICMS de 12% para 7%, no caso dos ônibus a gás. Então agora temos todas as condições para renovar a frota por uma energia limpa’, disse

O protocolo de intenções permite também a redução de emissões de poluentes e melhoria do meio ambiente e envolve as secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia, Energia e Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Transportes Metropolitanos, além da Universidade de São Paulo (USP).

‘A USP tem interesse na instalação de um Ecoposto, da BR Distribuidora, para treinamento de equipes na área de gás, inclusive formação de mão-de-obra especializada para graduação e pós’, comentou Alckmin.

Caberá ainda ao governo paulista implantar um sistema de melhoria da qualidade de água do Rio Pinheiros, permitindo seu bombeamento para a represa Billings e aumentando a disponibilidade de água para a geração de energia na Usina Henry Borden.

Por sua vez, a Petrobras incluiu em seu plano estratégico, no período de 2004-2010, investimentos superiores a US$ 5 bilhões no Estado de São Paulo, nas área de exploração e produção, refino, petroquímica, transporte, distribuição, gás e energia.

O plano prevê ainda que parte dos volumes de gás natural, hoje utilizados por sua refinarias em São Paulo, somados a parte do volume alocado para as termelétricas de Piratininga/Nova Pitarininga e Cubatão seria suficiente para garantir o suprimento de gás para o abastecimento da frota de ônibus metropolitana, à medida que os veículos forem substituídos para gás natural.

Gás Natural

A partir de 1996, São Paulo foi dividido em três áreas de concessão: Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural São Paulo Sul. Nos últimos cinco anos, o consumo diário saltou de 3 para 11 milhões de metros cúbicos sendo que até o ano passado foram atendidos 446 mil consumidores residenciais, 8,6 mil comerciais e mais de mil indústrias.

Espera-se um acréscimo de pelo menos 2,390 MW (megawatts) gerados por quatro novas usinas termelétricas que estão em processo de licenciamento ambiental no Estado.

Atualmente São Paulo recebe gás natural de três fontes: da Bacia de Campo, por um gasoduto que atravessa todo o Vale do Paraíba; da Bacia de Santos (com potencial reserva de 419 bilhões de metros cúbicos) e de um gasoduto da Bolívia.

GNV

Uma das formas mais usuais de consumo do gás natural é na forma conhecida como Gás Natural Veicular (GNV). O consumo de gás natural propicia uma redução no nível da emissão de poluentes.
Em julho de 2004, haviam no país 868 postos fornecedores, sendo 284 em São Paulo. A previsão para 2009 é que sejam abertos mais 606 postos de gás natural no Estado.

Participaram do evento José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras; e os secretários estaduais José Goldemberg (Meio Ciência), Jurandir Fernandes (Transp. Metropolitanos), João Carlos de Souza Meirelles (Ciência e Tecnologia), e Mauro Arce (Recursos Hídricos).

Carlos Prado/Macedo Júnior