Fapesp: Pesquisas com equipamentos e laser em tratamentos dentários avançam no país

Técnica que permite a remoção de cáries sem danificar o tecido sadio do dente é uma das inovações

qua, 03/03/2004 - 16h26 | Do Portal do Governo

Caracterizado como um feixe de luz concentrado, o laser, entre as suas várias utilidades, cada vez mais se torna um equipamento eficaz e seguro para uso na odontologia. Da remoção de cáries a tratamento de canal, ele está recebendo a atenção de pesquisadores e dentistas em todo o mundo. No Brasil não é diferente. Pelo menos três instituições – a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (Fousp), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Física (IF) da USP de São Carlos – apresentaram nos últimos anos, de forma independente ou em parceria, uma volumosa produção científica e tecnológica associando o emprego do laser aos tratamentos odontológicos.

As contribuições estão na criação de novos procedimentos e protocolos (processos de aplicação das técnicas) e no desenvolvimento de novos equipamentos que já estão à disposição dos dentistas brasileiros. Entre as inovações, por exemplo, há uma técnica que permite a remoção de cáries sem danificar o tecido sadio do dente, um procedimento que pode ser realizado sem anestesia em 80% dos casos porque o uso do laser não costuma causar dor.

Os pesquisadores brasileiros também desenvolveram técnicas de diagnóstico da estrutura e da vitalidade do dente com uso de laser, além criarem um novo protocolo para o tratamento da mucosite oral, ulcerações na mucosa da boca comuns em pacientes submetidos a altas doses de quimioterapia e à radioterapia. ‘Nós fazemos um trabalho de prospecção buscando novas técnicas e aplicativos para o laser na odontologia’, diz o físico Vanderlei Salvador Bagnato, do IF-USP, coordenador do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (Cepof) em São Carlos, uma iniciativa multidisciplinar e multiinstitucional pertencente ao grupo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP. O Ipen e a Fousp também participam do Cepof. Bagnato explica que o laser pode substituir, em muitos casos, o instrumental usado pelos dentistas porque possui propriedades semelhantes. ‘Na odontologia, utilizam-se dois tipos de instrumental’, conta Bagnato. ‘O primeiro serve para cortar e desbastar. São as brocas e as limas. O outro são os produtos bactericidas, que matam microrganismos. O laser, por sua vez, nada mais é do que um feixe de luz com grande concentração de energia, adequado para o corte e o desbaste. E é também um agente bactericida, em função de suas altas temperaturas.’

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