Fapesp: Pesquisadores calculam a capacidade do brasileiro sedentário realizar exercício físico

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ter, 15/04/2003 - 17h23 | Do Portal do Governo

Quem pára com falta de ar e o coração acelerado como se estivesse a ponto de saltar pela boca após vencer a passos rápidos cinco quarteirões pode apresentar algo mais que o simples despreparo físico típico de alguém que leva uma vida sedentária, como 90 milhões de brasileiros.

A dificuldade de respirar e o cansaço ao fazer exercício, mais comuns a partir dos 50 anos, podem indicar que algo não anda bem com o coração ou com os pulmões, principalmente se a pessoa pratica com regularidade alguma atividade física e, nos últimos tempos, notou que não tem mais o mesmo fôlego de antes. Em qualquer desses casos, esses sintomas transmitem um único recado do corpo: os músculos não estão recebendo a quantidade adequada de oxigênio para realizar exercícios.

Agora se tornou mais fácil identificar a causa do problema. Os pneumologistas Luiz Eduardo Nery e José Alberto Neder, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em colaboração com Brian Whipp, da Universidade de Glasgow, na Escócia, estabeleceram os parâmetros que permitem calcular a capacidade de o adulto brasileiro sedentário realizar exercício físico, como resultado de uma série de projetos financiados pela FAPESP desde 1996. Desse modo, conseguem estimar o desempenho esperado do coração, dos pulmões e dos músculos – em outras palavras, o nível de atividade física considerada normal para uma pessoa sem problemas de saúde.

Andando a passo acelerado, algo como 2 metros por segundo, um jovem saudável – com 30 anos, 70 quilos e 1,70 metro – consome cerca de 1 litro de oxigênio por minuto. Para fornecer a suas células esse volume de oxigênio, gás essencial para a transformação das reservas de açúcar em energia, esse homem respira aproximadamente 35 litros de ar nesse mesmo intervalo de tempo – o equivalente a 40% da capacidade máxima de seus pulmões.

Andando a essa velocidade, o coração trabalha a uma taxa de até 135 batimentos por minuto, quase 70% de sua capacidade máxima de esforço. Se essa pessoa estiver com a saúde boa e não for sedentária, é capaz de caminhar de 2 a 3 quilômetros nesse ritmo sem sentir fadiga nem dificuldade para respirar.

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Ricardo Zorzetto – Revista Fapesp