Cinema: Pré-estréia do filme ‘Cidade de Deus’ abre Espaço Cultural Casa do Lago

Produção será apresentada em duas sessões nesta quarta-feira, dia 14, na Unicamp

qua, 14/08/2002 - 9h25 | Do Portal do Governo

O Instituto de Artes da Unicamp e a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários lançam a programação do Espaço Cultural Casa do Lago com a pré-estréia nacional do filme Cidade de Deus. A produção será apresentada em duas sessões, a primeira às 12h15 e a segunda às 16 horas, nesta quarta-feira, dia 14 de agosto, na sala de cinema do espaço, que conta com equipamento multimídia e que, futuramente, poderá sediar um cineclube.

Às 18h15, será realizado um debate com Fernando Meirelles, diretor do filme, com o roteirista Braulio Mantovani e com o diretor de fotografia Cesar Charlone. O Centro de Produção divulgará mensalmente as atividades da Casa do Lago.

Como faziam os diretores do neo-realismo italiano no pós-guerra, Meirelles contou com a atuação de jovens de favelas do Rio de Janeiro para compor o filme. Baseado em fatos reais, o longa-metragem dirigido por Meirelles retrata a realidade da vida nos morros brasileiros a partir da trajetória de 20 anos na vida de alguns habitantes do conjunto habitacional Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, construído na década de 1960. As cenas retratam o crescimento do tráfico e do crime organizado no Brasil e revelam como a condição de gueto e a violência nas favelas foram se intensificando.

Produzido pela O2 Filmes, em co-produção com a VideoFilmes, a Globo Filmes e a Lumière, Cidade de Deus tem produção executiva de Walter Salles, diretor de Central do Brasil, que classifica o longa como “o filme brasileiro mais importante desde Pixote. Cidade de Deus é uma transposição extraordinariamente potente do livro de Paulo Lins. Impactante, moderno e visceral…”

O filme rendeu observações construtivas a Meirelles por parte da crítica mundial. Uma menção ao nome do diretor no The New York Times o definiu como um profissional com estilo visual explosivo, com um divertido sentido de narrativa e um impecável gosto musical. Quanto à produção, o matutino norte-americano caracterizou como ‘uma exuberante crônica do crime nas favelas do Rio de Janeiro’.