Serra inaugura obras em Birigui

Birigui, 4 de dezembro de 2009

sex, 04/12/2009 - 23h00 | Do Portal do Governo

Governador José Serra: Esta escola, se eu não me engano, foi inaugurada pelo (ex-governador Geraldo) Alckmin em 2005 – e hoje está sendo ampliada, de maneira que ela vai duplicar o número de alunos. É como se a gente estivesse fazendo outra escola dentro do mesmo conjunto de edificações.

De fato, o que nós estamos fazendo com esse investimento tem um significado duplo. Por um lado, abriu oportunidades de emprego para a juventude. E eu vi as meninas, principalmente meninas, aprendendo a manufatura de calçados, treinando enfermagem, enfim, adquirindo condições para uma boa colocação no mercado de trabalho – e, ao mesmo tempo, ajudando no desenvolvimento da região de São Paulo e do Brasil.

Realmente, nós estamos fazendo o maior programa do Brasil em matéria de Ensino Técnico e Tecnológico. Não estamos fazendo perfumaria, no sentido de que faz uma coisinha… Mas, de fato, o slogan que o Governo adotou é o correto: “o ensino que vira emprego”.

Nós encontramos cerca de 77 mil alunos nas Escolas Técnicas. Vamos elevar até o final do Governo para 177 mil, ou seja, mais 100 mil, duas vezes e meia o número de alunos. No caso das FATECs, que são as Faculdades de Tecnologia, são cursos de 3 anos, de nível superior. Nós encontramos 26 (escolas). O Alckmin, no Governo dele, elevou de 9 para 26 – e eu me propus a duplicar.

Como diria alguém: “Nunca antes na história deste Estado se fez tanta FATEC”. E estamos, inclusive, ultrapassando isso. Agora, é natural… são 52, 53, 54 (escolas) e São Paulo tem 650 municípios – 300 querem uma FATEC. Isso significaria quintuplicar. No limite, os 650 querem. Quando tiverem, vão querer ter um campus da UNESP (Universidade Estadual Paulista), quando tiverem o campus da UNESP vão querer dois campus da UNESP, é mais ou menos natural isso. Mas o importante é que a região, como um todo, foi muito bem atendida nesses anos, se expandindo muito.

A Laura Laganá (diretora-superintendente do Centro Paula Souza, responsável pelo Ensino Técnico e Tecnológico gratuito no Estado de São Paulo) me dava o número de vagas. Na região de Araçatuba, à qual Birigui pertence, quintuplicou de 2006 para cá. É incrível isso: quintuplicou, de FATECs e de ETECs, o número de alunos. E isso realmente vai ter um impacto imenso, a médio longo prazo, no futuro da região, porque nós estamos preparando gente qualificada.

O que dizer da área da saúde? Todas as meninas que estavam lá, durante a aula, quando eu entrei, me disseram que emprego não está faltando para esse pessoal. Quer dizer, estudou… Aliás, a área da saúde é uma área… Estuda técnico de enfermagem, auxiliar de enfermagem, imediatamente consegue emprego porque tem falta em São Paulo e no Brasil. É um setor que está se expandindo muito, inclusive com as nossas políticas em São Paulo e, modéstia à parte, a que adotamos quando eu fui ministro da Saúde.

Saúde não é só o médico. Médico é fundamental, mas saúde é enfermagem, é enfermeira, é auxiliar, é técnico, é fisioterapeuta, enfim, é um pessoal que realmente funciona e que faz as unidades de saúde oferecerem serviço de qualidade, além do médico.

O motivo para vir aqui, (foi) o da ETEC, dessa ampliação, que vai ganhar um curso de administração empresarial, inclusive em calçados. Mas nós também firmamos aqui um convênio do Arranjo Produtivo Local para a indústria de calçados. E aqui na ETEC vai funcionar uma unidade de design de calçados para criança.

Nós estamos pondo recursos nisso, mais de 300 mil reais, para fazer essa unidade funcionar em estreita cooperação com a indústria. Por quê? Porque aqui é uma região… O Alckmin deu o número: são 480 micro, pequenas e médias empresas na área de calçados. Eu estou me referindo à grande Birigui, aos Municípios que estão em volta. São 20 mil pessoas (empregadas no setor). Se a gente investe no design, por exemplo, nós vamos investir no desenvolvimento da produção porque um bom design assegura mercado, um bom design melhora a qualidade. Então é um investimento muito importante que estamos fazendo aqui hoje. Está passando mais ou menos em branco, mas tem uma relevância grande do ponto de vista do desenvolvimento do Município.

Quero dizer também que vamos, hoje, dar o ponto de partida para a duplicação desta SP-461 (rodovia Gabriel Melhado no trecho entre Bilac e Birigui). É uma obra de 8 quilômetros (de extensão) e é praticamente um perímetro urbano de Birigui. Eu estou aliviado quando ouço aqui… fico angustiado, mas aliviado… da quantidade de acidentes que tem tido nesse local. E fico aliviado, porque é um problema que vai ser resolvido. Isto é o mais importante. Quanto custa a obra? 49 milhões de reais. É um preço para ninguém botar defeito. Por quê? Porque é uma obra urbana. Ela sempre sai mais caro. E vai ter… não só vai ter duplicações, mas vai ter todas aquelas que os rodoviaristas chamam obras de arte: acesso, acostamento, marginais, viadutos, são 8, para realmente ser uma estrada segura e que vai, além do mais, alavancar muito o desenvolvimento do Município.

Nós estamos também passando recursos para o Município, que tem um serviço próprio de água, não é a Sabesp. O Município tem um serviço próprio de água e esgoto. Estamos passando 1 milhão de reais para o tratamento. É muito dinheiro. Para que se tenha uma idéia, 1 milhão de reais, se a gente fosse passar para a Capital de São Paulo, nessa proporção, equivaleria a passar mais de 100 milhões de reais, proporcionalmente ao número de habitantes. É um montante muito expressivo para ajudar no desenvolvimento da área de saneamento, que é meio ambiente e que é saúde.

Mas, enfim, há muitas outras coisas aqui que eu poderia mencionar, inclusive na área da saúde. Araçatuba e Andradina vão abrigar um Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que vai servir a toda a região. O AME é um ambulatório com médicos especialistas, que a gente faz em parceria com organizações sociais. E, chega a fazer, de consultas, 15, 20 mil por mês. Tem AMEs que fazem 40, 50 mil exames mensais. Isto vai atender toda a região. E nós estamos fazendo… isso não é mais do que a obrigação, mas não custa lembrar… nós estamos fazendo em duas Prefeituras que são do PT. Mas estamos fazendo porque nós administramos o Estado não segundo cor da camisa partidária. Nós administramos o Estado para as pessoas. Então, no Governo, não se faz política eleitoral.

E, nesse sentido, Araçatuba ganhou uma ETEC e uma FATEC – e vai ter um AME agora, e vai ter o Poupatempo, que vai atender também toda a região. AME e Poupatempo não tem sentido ter em um Município menor. Por quê? Porque a escala de atendimento é muito grande, 15, 20 mil consultas. Um Poupatempo médio, quantas pessoas atende? 10 mil por dia? Então, em geral tem que ter um aglomerado de um milhão de habitantes para ter um Poupatempo. Por isso, nós vamos fazer nas cidades que são maiores.

Uma outra coisa importante, e que tem a ver com Birigui, é a obra… A (SP) 461 como é que chama? Roberto Rollemberg de um lado, Gabriel Melhado do outro. E a Teotônio Vilella (rodovia SP 18/461, que liga Araçatura e Birigui)? Porque essa também nós vamos duplicar um trecho e facilitar…

Eu fiquei sabendo que Birigui já tem um aeroporto, jnão depende totalmente de Araçatuba como antes. Fiquei muito contente que aqui agora tem um aeroporto. Não é para competir com o de Araçatuba, mas é para facilitar a vida daqueles que vêm em aviõezinhos. Agora, outra coisa importante, que já foi falado aqui, é o Pró-Vicinais. Eu não sei os nomes, tem várias que já foram inauguradas e que vão ser aqui em Birigui. No total são 5 – 5 em Birigui. Mas o que nós estamos fazendo são 110 trechos,. 110 trechos aqui na região, investindo 260 milhões de reais. Só Araçatuba teve 13 vicinais atendidas, 13. E é, provavelmente, o Município mais contemplado de todo o Estado – eu espero que isso não seja espalhado por aí, que fique aqui entre nós. Bem, enfim aqui poderia me alongar bastante, mas não é meu desejo. Deixa eu explicar uma coisa que me foi perguntada meio de surpresa, que o (deputado estadual) Jorge Maluly fez referência e que eu queria completar, queria esclarecer bem. No caso da Saúde, nós ampliamos o número de leitos no hospital em Araçatuba, na Santa Casa, se eu não me engano. Foram 120 leitos que não estavam disponíveis, que nós fizemos. Uma medida muito importante. E há a promessa de um acelerador linear.

Nesse acelerador linear, o compromisso do Estado é a construção da casamata. Porque, como são elementos radioativos, precisa ter uma casamata. E nós demos 1 milhão de reais, para construir essa casamata.
Quem tem que entregar o acelerador é o Ministério da Saúde. Não é a Secretaria da Saúde do Estado, é o Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde só agora fez a concorrência. Não estou nem julgando, são enroladas essas concorrências de equipamentos, etc. Mas então isso está dependendo do Ministério entregar – terminar a concorrência e entregar o acelerador. E de a Santa Casa investir um milhão de reais para construir a casamata, que não deve ser muito complicado. Deve ser mais fácil fazer uma casamata do que uma casa, porque uma casamata, na minha idéia, é fazer com paredes grossas – isso é o que pesa mais, de chumbo. Enfim, eu nunca entrei em uma casamata. Espero não entrar nunca, não ter necessidade disso. Mas então a questão do acelerador é essa.

Agora quero sublinhar o seguinte, o AME, Ambulatório Médico de Especialidade, vai avançar muito o atendimento médico, porque um ponto de estrangulamento critico na saúde, em São Paulo, é consulta. Eu sempre ficava olhando a demora para a consulta, por exemplo, de ortopedia. Eu não sei o que acontece, é muito difícil, e (também em) várias outras especialidades. Com os AMEs isso resolve, porque é um atendimento organizado, bem feito, em série. Funciona e alivia os hospitais, porque hoje muita gente vai para o hospital porque não tem possibilidade de conseguir consulta, então vai se consultar no hospital – que não é lugar para isso. Isso congestiona os hospitais. Portanto, ajuda também os hospitais, como vai ajudar também a Santa Casa, os funcionários públicos, e o convênio do IAMSPE (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual).

Eu já fui atendido no IAMSPE, muitas vezes, quando era professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O IAMSPE sempre foi fonte de dor de cabeça, o atendimento médico do funcionalismo. Com o (secretário estadual de Gestão Pública, Sidney) Beraldo, nós passamos da Secretaria da Saúde para a Secretaria de Gestão – e ele deu aqui um número que eu queria sublinhar. Nós acrescentamos 250 milhões no orçamento do IAMPSE. Para quê? Para multiplicar os convênios no interior, porque a pessoa se deslocar até a Capital é impossível, muito difícil, precisa ser uma doença muito grave. E esses convênios têm se multiplicado, inclusive o de hoje aqui, que é de 900 mil reais, por 30 meses. Quem está assinando é a Prefeitura, porque a Santa Casa está sob intervenção – mas isso também vai proporcionar recursos para a Santa Casa, e melhora o atendimento para 3.500 funcionários públicos estaduais e seus familiares, a maior parte concentrados aqui em Birigui, no caso desta sub-região do Estado. É outro avanço importante na área da Saúde.

Mas eu queria agradecer muito a todos e a todas. Queria agradecer a acolhida ao prefeito, a todo o pessoal de Birigui, a todos os amigos aqui da região. Queria dizer que vocês podem continuar contando conosco, podem continuar contando com o nosso Governo e comigo para o desenvolvimento aqui da região, da mesma maneira que nós contamos com vocês. Vocês são muito importantes para São Paulo e para o Brasil.

Muito obrigado!