Pronunciamento de Serra no lançamento da Virada Cultural do Interior

O evento aconteceu nesta quinta-feira, 19, na Secretaria Estadual da Cultural, em São Paulo

qui, 19/04/2007 - 18h23 | Do Portal do Governo

O evento aconteceu nesta quinta-feira, 19, na Secretaria Estadual da Cultural, em São Paulo

“Queria dar o meu bom dia a todos e a todas, cumprimentar o nosso Secretário João Sayad , que vem tendo um desempenho excelente da pasta da Cultura, fazendo um trabalho de profundidade com vistas a médio e a longo prazo, mas também ao curto prazo, como é o caso da organização  dessa virada cultural no Estado de São Paulo. O André Sturm é o diretor da unidade de Fomento, Difusão e Produção Cultural da Secretaria. A partir daí, se as coisas forem bem, a responsabilidade é do Sayad, se forem mal é do André.   Agradecemos a presença dos deputados estaduais  Rafael Silva, João Barbosa, Hélio Rezek, Bertaioli, Patrícia Lima, Lelis Trajano e David Zaia. Agradeço a presença dos prefeitos – do nosso Jorge  Maluly Netto, de Araçatuba, que já aproveitou para entregar oficio aqui no meio da assinatura. Do prefeito de Araraquara, Edinho Silva,  que é bastante  cooperativo.  Do prefeito de Ribeirão Preto, o Welson Gasparini, do prefeito de  Sorocaba, Vitor Lippi,  do prefeito de São José dos Campos que  falou aqui, o Eduardo Cury , e o prefeito de São José do Rio Preto, o Edinho Araujo. O Edinho vai sair para dar autógrafo. Não participam do convênio mas aqui estão também, o prefeito Elzio Stelato de Dracena, e o prefeito Kalu Donato, de Vinhedo. Eles não participam mas, se quiserem organizar (uma virada cultural) será fantástico.

Queria cumprimentar aqui o nosso principal parceiro na Virada Cultural, que é o Danilo. Eu vou exagerar aqui, mas sem o Danilo, a Virada Cultural na capital de São Paulo não teria funcionado. Ele foi uma peça chave. Eu sempre digo que Cultura em São Paulo, no nosso Estado, tem duas etapas: antes e depois dos Sesc’s culturais, que teve o Danilo a frente. Queria então fazer essa minha homenagem pública ao Sesc e ao Danilo. Gostaria de cumprimentar também o Claudinho, da zona norte, Adolfo Quintas, da zona leste, enfim a todos os presentes. 

Na verdade, o que nós estamos fazendo é uma experiência piloto com a Virada Cultural.  São Paulo tem mais de 650 municípios, nós estamos procurando impulsionar esta Virada em 10 municípios,  os que tem uma proporção muito maior da população. São os municípios maiores do estado. Só não estão incluídos os da Grande São Paulo, porque eles, de alguma  maneira, tem a ver com a Virada Cultural na cidade.

Mas é uma experiência piloto, nós queremos ver como é que vai funcionar, para depois programar uma virada que abranja os municípios menores, os ainda intermediários ou grandes, na ótica brasileira. Então, a gente pretende de fato ter a Virada Cultural em todo o Estado, e para isso era preciso começar de alguma maneira. Por isso a escolha de fazer em 10  municípios, esta é a idéia básica.

Aqui na capital, a Virada Cultural funcionou muito bem. Eu me lembro que quando apresentei a idéia, ela foi cercada de ceticismo, pelo fato de que não havia nenhuma experiência anterior e pela dificuldade da mobilização. Mas foi um sucesso grande desde a primeira Virada, já houve duas e ambas foram um sucesso. Agora vai ter outra, comandada pelo Calil, que foi uma outra peça essencial. Foi ele que tocou as duas,  inclusive, com teses a esse respeito. Eu e ele até divergíamos em algumas formas de encaminhar. Mas a experiência mostrou que ele estava certo nas teses principais.

A Virada será no outro fim de semana, aqui na Capital; e no  interior vai  ser no dia 19. Nós vamos gastar nessa Virada do Interior R$ 2,5 milhões. Na Capital o estado não gasta nada, exceto mobilizar o seu próprio equipamento, mas não faz mobilização financeira. Vamos ter 250 ações, atividades culturais, artísticas e de toda natureza, nesse dia, nas 10 cidades. 

É também uma virada de 24 horas, tanto que eu sugiro aos prefeitos que durmam bastante no sábado de manhã, para que possam acompanhar durante a noite. Eu quando era prefeito –  e o Danilo é testemunha –  fiquei até às 6 horas. E ainda estava no Ipiranga às 11  da manhã. Na noite tudo bem, mas de manhã já é um problema. Porque na noite há  um charme todo especial, uma coisa mais solta, um horário diferente, que indica um envolvimento com a atividade cultural e artística muito grande.

E eu pretendo – preciso ver qual esquema de viagem –  estar  presente em algumas cidades. É uma ação que aproxima as pessoas da cidade,amplia a oferta de entretenimento, valoriza a cultura local, fortalece o turismo. Remexe, revira, projeta a cultura de São Paulo. É uma ação que vocês vão ver que vale a pena fazer. Essa ação Virada Cultural é um assunto de prefeitura, não é do governo do estado. Mas o que o governo do estado está fazendo é deflagrar um processo, que nós  queremos que se mantenha, seja algo permanente.

Quando eu estava no Ministério da Saúde, não era nada novo, mas nós inauguramos em escala nacional os mutirões do colo do útero ou de algumas cirurgias. Muita gente era contra, algumas pessoas, sempre tem alguns espíritos de porco, que diziam:  “Não. Os problemas deviam ser resolvidos pela rotina”. Claro que é o ideal, com todos as coisas encaminhadas, e Saúde deveria ser assim. Mas o fato é que a ação concentrada no tempo mobiliza energia. Ela acaba ficando –  como ficou na área da Saúde –  com a capacidade de ação em todas as áreas onde nós fizemos mutirões. Da mesma maneira, na cultura, a  Virada Cultural se prolongará ao longo do tempo. Ela deixa elementos, reforça o trabalho  cultural e artístico ao longo do tempo.

Eu queria agradecer muito aos prefeitos pela parceria. Continuo contando com ela depois –  se a gente fizer ou não no segundo semestre, mas certamente no ano que vem. Nós vamos contar com a ajuda deles para que a Virada possa ocorrer nas cidades menores, que as prefeituras sejam   elementos de articulação posteriormente. Eu sei que o ano que vem é um ano eleitoral, complicado, mas alguns aqui nem podem ir para reeleição, porque já foram reeleitos, então vão ter bastante tempo para trabalhar na intensificação dessa Virada. Além do que, não faz mal nenhum, do ponto de vista eleitoral, fazer uma Virada Cultural. Não que o objetivo seja eleitoral, mas todo trabalho bom tem também uma projeção no reconhecimento da população, e é legítimo que isso aconteça. Portanto, vamos torcer para que tudo dê certo nessa grande iniciativa da nossa Secretaria da Cultura. Muito obrigado.”