Governador Geraldo Alckmin discursa sobre a Lei do Novo Piso Regional

Palácio dos Bandeirantes, 14 de janeiro de 2013

seg, 14/01/2013 - 18h48 | Do Portal do Governo

Geraldo Alckmin: Muito boa tarde a todas e a todos. Saudar nosso secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Carlos Ortiz, secretário de Gestão Pública, deputado Davi Zaia, o Paulinho, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, deputado federal e presidente da Força Sindical, deputado Ramalho, Antônio de Souza Ramalho, deputado estadual, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Sintracon, abraçar aqui todos os sindicalistas, lideranças sindicais, permitam-me cumprimentar a todos saudando o Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, todos os cooperativistas, o cooperativismo aqui presente, saudando a Sandra Campos que preside o Sindicato dos Trabalhadores em Cooperativas de São Paulo, Claudio Prado, nosso sempre vereador aqui na capital, Ronaldo Ésper, sindicalistas, amigas e amigos.

Eu estava verificando aqui o quanto deve ser injetado de recursos na economia com o novo piso de São Paulo. Dois avanços importantes. O primeiro, o piso estadual. Então nós sancionamos aqui a lei que estabelece três pisos. O menor piso em São Paulo é R$ 755,00. É bem superior ao salário mínimo nacional, que é de R$ 678,00. Então R$ 678,00 o salário mínimo nacional. E o salário mínimo do Estado de São Paulo, R$ 755,00, que é a faixa um. Dá quase 10% a mais sobre o do ano passado, acima da inflação. Isso beneficia trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários, florestais, pescadores, serviços de limpeza e conservação, enfim, um grande número de trabalhadores. Depois a faixa dois, piso mínimo R$ 765,00. Máquinas, operadores de máquinas, implementos agrícolas, construção civil, tintureiros, cabeleireiros, manicures, pedicures, cobradores, e a faixa três, piso mínimo R$ 775,00. Aí nós temos serviços de saúde, compras, vendas, agentes técnicos, representantes comerciais, enfim. E no caso do governo, nós promulgamos uma outra lei, o mínimo de R$ 785,00. Então quem estiver abaixo de R$ 785,00 já tem um abono para elevar o piso do governo do estado de São Paulo a R$ 785,00. O outro benefício a que se referiu aqui o deputado Paulinho é a antecipação que nós estamos fazendo. Era sempre 1º de maio, e o salário mínimo é corrigido em 1º de janeiro. Então nós fomos antecipando 30 dias por ano: 1º de maio veio para 1º de abril, 1º de abril para 1º de março e agora 1º de fevereiro. Então estamos sancionando hoje, amanhã está no Diário Oficial e vigência 1º de fevereiro. E no ano que vem será 1º de janeiro. Então esse reajuste de quase 10%, ele é sobre 11 meses, porque não é sobre 12 meses, é 11, porque nós estamos tirando um mês por ano para chegar a 1º de janeiro. E aqui foi bem destacado. Irriga a economia, distribui renda, irriga a economia. Todo mundo ganha.

Quem depende do piso vai receber a mais, melhora o consumo, o comércio vende mais, a indústria fabrica mais. Hoje o que está segurando a peteca é o mercado interno. Acabei de sair agora cedo da Couromoda. O Brasil é o terceiro maior produtor do mundo de sapato, só perde para a China e para a Índia, terceiro maior produtor. O que é que a gente observa lá na Couromoda? São Paulo é o grande produtor com os pólos da Franca, calçado masculino, Jaú, calçado feminino, Birigui calçado infantil, Santa Cruz do Rio Pardo, calçado country, as botinas e botas, enfim. Nós temos vários pólos.

A gente observa que o que está segurando a peteca é o mercado interno, porque a exportação caiu, ou seja, a exportação cai e a importação sobe. A balança comercial vai mal. Quer dizer, a nossa indústria não consegue exportar, tem dificuldade para exportar. E há uma inundação de fora pra dentro e de importados, o que é contra o emprego aqui dentro. O que está segurando é o mercado interno. E quando a gente melhora a base, melhora os pisos, nós estamos fortalecendo o mercado interno. Isso é extremamente importante para a economia. E importante sob o ponto de vista social, para melhorar, dar ganhos reais acima da infração, para os pisos. E nada impede, pelo contrário até estimula os sindicatos para que vão à luta. Olha, esse piso aqui é o mínimo, mas nada impede a organização sindical consiga um reajuste maior. Tá certo, Paulinho e nosso Ramalho aí? Vamos conseguir mais. Mas os trabalhadores que tenham mais dificuldade, você já garantiu na lei aquele piso. É dali pra cima, né, que se tenta fazer o entendimento para ter melhores ganhos e respeito à força de trabalho, às pessoas e à valorização do trabalho.

Então a gente fica muito feliz, quero aqui agradecer a presença de todos. Vocês deram brilho a esse nosso encontro. Está acabando de chegar aqui o secretário José Auricchio. Chegou aí o Auri? É… Atrasou um pouquinho por culpa dele viu? Porque foi a posse do Auricchio, a transmissão de cargo, o Auri que está assumindo a secretaria de Esporte, Lazer e Juventude. E o esporte é muito importante para os jovens se afastarem das drogas. Aprende educação, disciplina… Trabalhar em equipe, ganhar, perder. É importante para a segurança, é importante para a saúde, é importante… Você vê o Paulinho. O Paulinho parece que tem 15 anos, 18 anos, não é verdade? O que é que é isso? É futebol, né? Esportista é assim, né? Perto do Paulinho precisa até puxar a barriga, né? Aí chuta aí. Ou seja, atividade esportiva, ela é muito significativa.

A gente vai dar grande destaque ao esporte. Em todas as idades, esporte de base nas escolas, Olimpíadas Escolares, aos Centros de Excelência. E para as pessoas com deficiência. Aliás, na Olimpíada Paraolímpica, o Time São Paulo, só o nosso time… Se nós fôssemos um país, nós seriamos o oitavo melhor do mundo nas Paraolimpíadas agora de Londres. E agradecer aqui o trabalho da Linamara e agora com o reforço aí do Dr. Auricchio. O Auricchio estava muito abalado, muito triste, porque o Palmeiras caiu, né? Agora… Não, Auri, tenha fé, vamos agora, coragem… O Paulinho está dizendo que está contente. Mas eu quero deixar um grande abraço aí a todos e convidá-los para um cafezinho. Muito obrigado.