Governador discursa durante apresentação do programa de parcerias com unidades de conservação

Governador Geraldo Alckmin: Amigas e amigos, estimado vice-governador Guilherme Afif Domingos; deputado Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente; deputado Edson Giriboni, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos; secretária da Agricultura, […]

qui, 06/10/2011 - 14h00 | Do Portal do Governo

Governador Geraldo Alckmin: Amigas e amigos, estimado vice-governador Guilherme Afif Domingos; deputado Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente; deputado Edson Giriboni, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos; secretária da Agricultura, Dra. Mônika Bergamaschi; chefe da Casa Militar, secretário Admir Gervásio; deputado Samuel Moreira, líder do Governo; deputado Dr. Ulysses Tassinari; agraciados com o prêmio João Pedro Cardoso: Dr. Paulo Nogueira Neto, Almirante Ibsen de Gusmão Câmara, Thomas Lovejoy; Chanceler Celso Lafer, presidente da Fapesp; Dr. Fabio Meirelles, presidente da FAESP; senhores consoles do México, da Bélgica, Nova Zelândia, Tailândia; Clayton Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera; autoridades aqui e lideranças já nominadas; ambientalistas, professores, amigas e amigos.

Defender a biodiversidade é tarefa constitucional. Tanto a constituição brasileira como a paulista determinam essa obrigação, porém muito mais do que um dever legal, defender a biodiversidade é uma determinação ética. A proteção da biodiversidade é um dos princípios pilares da economia verde que será o foco principal da conferência Rio+20, a ser realizada no próximo ano. A convenção sobre a diversidade biológica da qual o Brasil é signatário e que foi o principal documento resultante da Conferência das Nações Unidas Rio-92 é o tratado mais importante que cuida desta questão. Para garantir a proteção da biodiversidade precisamos de área protegidas, o que São Paulo tem em quantidade. Vamos cuidar aqui do gerenciamento dessas áreas através de parcerias e do estabelecimento de normas para boa gestão dos parques e reservas estaduais. Mas muito mais tem que ser feito.

O projeto BIOTA, desenvolvido pela Unicamp, em parceria com a Fapesp, nos mostra o bom caminho. Precisamos ampliar nosso trabalho, abrir as nossas áreas protegidas a visitação, para isso assinamos o decreto que, por meio de parcerias, vai permitir que os nossos horizontes e as nossas metas possam se ampliar muito. Estamos também criando a Comissão Paulista da Biodiversidade para tratar com mais cuidado e mais detalhes do que determina a convenção que cuida do assunto. A convenção de biodiversidade recebeu recentemente em Nagoya, no Japão, um impulso significativo: com a colaboração expressiva do Brasil, lá foi firmado um protocolo que representa um avanço e também um acréscimo de responsabilidades, foram estabelecidas metas que todos devemos cumprir e em prazo relativamente curto, e essas metas serão implantadas em São Paulo, com a forte participação dessa comissão, da qual participarão, além dos órgãos do Estado, também representantes da sociedade civil.

Temos em São Paulo uma série de realizações nessa área de proteção da biodiversidade. Nosso Estado foi o primeiro a criar uma política ambiental, o primeiro a implantar um sistema estadual de áreas protegidas, o primeiro a instalar um conselho de meio ambiente, o nosso CONSEMA. Eu quero aqui prestar um tributo a dois ex-governadores: Paulo Egydio Martins, que criou os parques estaduais da Serra do Mar, da Ilha Bela, da Ilha Anchieta, o primeiro deles, o Parque Estadual da Serra do Mar, o maior e mais importante a proteger a Mata Atlântica; o outro governador, Franco Montoro, que criou o CONSEMA, a Estação Ecológica da Juréia, uma das mais belas áreas protegidas do país, com o que afastou a intenção de se implantar oito usinas nucleares no nosso litoral. Realizou também o tombamento da Serra do Mar e deu impulso ao reconhecimento de uma das mais importantes reservas da biosfera, do sistema MAB/UNESCO, a Reserva Biosfera da Mata Atlântica, que se estende por dezesseis Estados brasileiros.

São Paulo vem trabalhando nesta área em estreita colaboração com diversos organismos internacionais. Frequenta e colabora com as discussões técnicas da União Internacional para Conservação da Natureza. Interage e colabora com a Fundação e Conservação Internacional, com a WWF, com ONGs nacionais, como a Fundação SOS Mata Atlântica e tantas outras. Interage com agentes de financiamento, como o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID, GEF, e com o BID temos um projeto de mais de R$ 1 bilhão para as recuperações de áreas do Parque Estadual da Serra do Mar. Quero aqui também destacar da minha alegria de juntos com a medalha João Pedro Cardoso, homenagearmos quatro grandes cientistas, homens da vida pública, que prestam grande serviço à biodiversidade: Paulo Nogueira Neto, pioneiro do ambientalismo em nosso país, nosso permanente inspirador no ativismo ambiental; Almirante Ibsen Gusmão Câmara, uma das maiores autoridades na proteção da natureza no Brasil, em especial na Amazônia; o Thomas Lovejoy, brasileiro até por direito de paternidade, porque as suas filhas nasceram no Brasil, com enorme dedicação ao tema; Russel Meterneyer, atualmente um dos mais eloquentes e eficientes defensores da biodiversidade nos quatro cantos do mundo. A todos eles nossa admiração, o nosso reconhecimento pelo que fizeram por São Paulo e, em especial, pelo que fazem pelo planeta. Este é o segundo fórum internacional que realizamos aqui no Palácio dos Bandeirantes. Para ele, escolhemos o tema Biodiversidade em razão da importância que damos a esta questão. Queremos, com essa escolha, não só mostrar aquilo que São Paulo vem fazendo nesse setor, como buscar ampliação do debate e ampliar e aprimorar ainda mais os nossos esforços nesta direção. Quero, ao encerrar, destacar também a presença do deputado Beto Tricoli, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de São Paulo e desejar a todos um bom trabalho. Muito obrigado!