Financiamento de 6.000 tratores sem juros

Parceria entre o governo estadual e a Nossa Caixa permitirá a compra

ter, 04/11/2008 - 20h36 | Do Portal do Governo

O governador José Serra assinou, nesta terça-feira, 4, no Palácio dos Bandeirantes, o decreto que cria o Programa Pró-Trator Agricultura Moderna. O programa vai oferecer ao produtor paulista a oportunidade de financiar 6 mil tratores a juro zero. Na ocasião, Serra fez o seguinte pronunciamento.

Governador: Queria dar meu boa tarde a todos e a todas. Cumprimentar o nosso secretário da Fazenda, Mauro Ricardo. Da Agricultura, João Sampaio. Da Casa Militar, o coronel Kita. O Milton Luiz, que é presidente do banco Nossa Caixa. O Mário Fioretti, que é vice-presidente da ANFAVEA e do Sinfavea. O Gustavo Junqueira, que é vice-presidente da Sociedade Rural. José Otávio, que é presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal. O Braz, que é presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo. Representantes da Abag e da Abimaq. A todos e a todas.

Bem, esse programa já tinha sido pensado há algum tempo e vem num momento muito oportuno. Os números já foram apresentados. A idéia é para produtores de até R$ 400 mil de renda poderem adquirir um trator subsidiado no preço e nos juros. No preço, porque há um acordo com a ANFAVEA no sentido da redução, que vai de 17 a 23% do preço de compra. Isso já é uma vantagem considerável.

Segundo, porque a Nossa Caixa subsidiará a taxa de juros, de maneira que a taxa de juros seja zero na compra desses tratores. Ou seja, a diferença entre o zero e a taxa que o BNDES cobra será paga pelo Tesouro de São Paulo, também não vai sair do dinheiro da Nossa Caixa. São cerca de R$ 100 milhões, que é o que custa o programa. Isso, por seis mil tratores, dá algo da ordem de R$ 16 mil de subsídio por trator. Leve-se em conta, por outro lado, o prazo de carência, que é de três anos.

Portanto, eu até fico com pena de não ter um lugar onde eu possa usar um trator, porque vale a pena comprar. Isso vem num momento, também, especialmente relevante de queda de produção dentro do setor de veículos e implementos agrícolas. Deve permitir um certo respiro. Não é a salvação, mas, sem dúvida, é um bom apoio.

Quero dizer também que vai beneficiar produtores de São Paulo e de fora de São Paulo. Principalmente do Rio Grande do Sul, além do Paraná. Eu espero que os futuros aqui, que estão com plano de se instalar, como é o caso da Fiat, onde? Em Sorocaba. E tem mais um outro. Hem? João Dias, em Campinas.

É um programa com claro direcionamento e tende a ser um fator de fortalecimento da pequena e média agricultura. Da chamada, ou mal chamada, às vezes, agricultura familiar, porque o nome não é preciso. É uma ação, entre outras, que a nossa Secretaria tem adotado.

Já adotou com relação ao seguro de crédito, ao aumento dos limites do FEAP e essa é a mais substancial, que tem um efeito direto na produtividade da agricultura paulista, que já é a mais alta do Brasil. Mas precisa continuar recebendo estímulos para avançar. E aí vai avançar, sem dúvida nenhuma, no nível da pequena e da média propriedade.

Nós ainda, na área de veículos, na semana que vem vamos anunciar outras medidas por parte do Governo do Estado. Não queremos misturar porque essas outras não estão prontas, e também porque tiraria o lide do anúncio de hoje. Os agricultores não devem nem saber o que é lide, mas na política a gente aprende. Lide é a principal notícia. Quando tem duas, uma come a outra, não é?

Então, nós vamos deixar isso para a semana que vem.

Queria dar meus parabéns tanto ao João Sampaio quanto ao Mauro Ricardo e ao nosso presidente da Caixa. Como vocês vêem, agricultura e finanças trabalham juntos em São Paulo, o que sempre acaba dando bons resultados.

Muito obrigado.