Encontro com Ministro da Defesa, Nelson Jobim, no Palácio dos Bandeirantes

Discurso proferido no Palácio dos Bandeirantes na sexta-feira, 27, na Capital

sáb, 28/07/2007 - 11h03 | Do Portal do Governo

O governador José Serra discursou após ter se reunido com o recém-empossado Ministro da Defesa, Nelson Jobim, na sexta-feira, 27, no Palácio dos Bandeirantes, na Capital. Na ocasião, Serra  apresentou um pacote de alternativas para por fim à crise no sistema aéreo brasileiro.

Bem, nós recebemos hoje aqui o ministro da Defesa, Nelson Jobim, convidamos também integrantes das universidades, integrantes de entidades de classe para esta reunião, para esta troca de idéias a respeito da questão aeroportuária em São Paulo.

Eu mesmo encaminhei ao ministro cerca de nove tópicos que resumem as posições do Governo de São Paulo e da Prefeitura em relação à questão aeroportuária.

Os pontos fundamentais são os seguintes: primeiro, apressamento das obras para a construção do terceiro terminal com pista no aeroporto de Guarulhos; investimentos fortes no aeroporto de Viracopos, que é o que tem maiores possibilidades de expansão; e uma parceria entre Governo Federal, Governo do Estado e prefeituras para a construção da infra-estrutura de transportes.

Por exemplo, em relação a Guarulhos nós apresentamos uma proposta concreta de transporte ferroviário que consiste num sistema de trens expressos para Guarulhos, envolvendo investimentos do Governo do Estado de São Paulo de R$ 1 bilhão e meio, R$ 580 milhões do Governo Federal e cerca de R$ 1,3 bilhão por parte da iniciativa privada. Seria um esquema feito na base de PPP, Parceria Público Privada.

Isto melhoraria muito o acesso ao aeroporto de Guarulhos e é um trabalho que teria que ser feito em parceria entre a iniciativa privada, o Governo do Estado e o Governo Federal.

Com relação a Viracopos, que é o aeroporto que tem o maior potencial de expansão de todo o Estado de São Paulo e talvez da região Sudeste, é preciso também investir no acesso, na maneira de chegar lá. Temos uma solução a mais curto prazo, que seria construir uma pista expressa que levasse até a Rodovia dos Bandeirantes ou, inclusive no futuro, que andasse paralela até a Rodovia dos Bandeirantes. E a médio prazo, também, um esquema de transporte ferroviário, cujos estudos ainda estão sendo feitos.

Um outro aspecto é a importância que nós sublinhamos ao ministro para que em Congonhas seja feita uma área de escape, não para intensificar o número de vôos, que tem que ser diminuído, ou elevar o peso das aeronaves, mas para aumentar a segurança da população, que independe da intensidade do tráfego em Congonhas. Porqueo fato é que Congonhas é uma espécie de porta-aviões, é preciso construir uma área, e a Prefeitura, o prefeito Gilberto Kassab estão particularmente empenhados no estudo de viabilidade desse processo – mas que teria que ser feito pela Infraero.

Enfim, foi uma reunião bastante positiva. Tivemos a oportunidade de aprofundar muito no debate das diferentes questões e estamos muito esperançosos de que o ministro Jobim, homem preparado, competente, que sabe se aprofundar nos problemas, consiga e possa reorganizar institucionalmente o setor da aviação no Brasil e, por isso, oferecer um rumo de curto, médio e longo prazo para a solução desse problema angustiante que envolve a população brasileira na segurança, no conforto dos passageiros e, às vezes, como está acontecendo agora, na própria obstrução de deslocamento das pessoas pelo País. É um problema que tem essas três dimensões e não vai ser resolvido a curto prazo. O importante é que entre no rumo de uma solução.