Alckmin discursa na posse da diretoria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

Palácio dos Bandeirantes, 16 de maio de 2013

qui, 16/05/2013 - 23h28 | Do Portal do Governo

Governador Geraldo Alckmin: Quero saudar nosso Cláudio Yukio Miyake, que hoje toma posse como presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo – CROSP; cumprimentar e agradecer ao dr. Emil Adib Razuk, que deixou o cargo e, aliás, quero dizer ao dr. Razuk que a eleição do dr. Cláudio é a melhor comprovação dos seus serviços prestados à odontologia de São Paulo e do Brasil. Parabéns pelo seu trabalho, dr. Emil Razuk! Quero cumprimentar o dr. Gilberto Alfredo Pucca, dr. Ailton Diogo Morilhas Rodrigues, dr. Silvio Jorge Cecchetto, dr. Luiz Fernando Baroni, dr. Adriano Albano Forghieri, deputados federais Junji Abe e Vanderlei Macris, prefeitos Marco Bertaiolli e Ricardo Sobrinho, conselheiros do CRO, premiados aqui, jornalistas e prefeitos, secretários, colegas todos da área de saúde, amigas e amigos.

Duas palavras, a primeira de agradecimento, nós ficamos muito honrados e muito felizes de receber aqui a família da odontologia aqui na sede do governo e termos aqui essa transmissão de cargo, essa passagem de bastão. O Brasil, a odontologia brasileira e paulista é das melhores do mundo, nós temos uma das melhores odontologias do mundo, e muito disso nós devemos a esse avanço da ciência, à universidade, à pesquisa, à inovação tecnológica, e às entidades de classe, e aqui quero destacar o CRO, zela pela ética, pelo exercício profissional e também pela saúde bucal. E quantas parcerias nós fizemos com o dr. Razuk, e vamos fazer com o dr. Cláudio. Eu registrei aí a questão dos cargos e salários, da isonomia, quero também dizer que nós vamos, dr. Cláudio, fazer novas parcerias em benefício da população, quando se pergunta como vai a saúde, eu sempre tenho dito: olha, a saúde melhora, os indicadores são muito positivos, e há uma gravíssima crise de financiamento. A população está envelhecendo e o dinheiro está diminuindo, a tabela do SUS não é corrigida há seis anos, as Santas Casas estão quebrando, literalmente, ontem mais uma abandonou o SUS, a Santa Casa de Valinhos, que é uma cidade inteira que não tem mais atendimento pelo SUS.

São Paulo, nós atendemos a um paciente de fora do Estado a cada 20 minutos, vem alguém de outro Estado para cá, e não vem gripe para cá, só vem caso grave. Nós temos mais de R$ 1 bilhão para receber e não recebemos, porque estouramos o teto e não temos como mandar os pacientes embora, mais de R$ 1 bilhão por ano. Então, é o inverso do que o que ocorre na educação, na educação diminui a cada ano 2% de alunos, porque nascem menos crianças, as mulheres dão à luz mais tarde, diminui a população infantil, aumenta a população idosa e há uma crise grave em termos de financiamento, que acaba afetando aí todas as áreas. Mas, quero aqui destacar o nosso compromisso, quero dizer também ao dr. Cláudio que o dr. Grella vai se empenhar nessa questão de segurança, infelizmente no caso da dra. Cinthya, quatro criminosos foram identificados e presos em 24 horas, infelizmente mais um menor, menor de 18 anos, ele vai ficar três anos e vai soltar, porque essa lei da impunidade, três aninhos já está fora, ficha limpa, zerado, né? Se nós não mudarmos a lei reduzindo a maioridade penal, isso acaba se repetindo porque aquilo que não tem limite não educa, deseduca e a impunidade estimula a atividade delituosa, nós temos feito um trabalho grande para modificar o ECA, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que permite hoje ficar até 21 anos de idade na Fundação Casa, o menor, que não é nem criança e nem adolescente.

Mas eu quero é trazer um grande abraço a todos vocês, nós também retiramos toda carga tributária para a questão dos implantes, toda ela, zeramos o ICMS, e estamos implantando a odontologia hospitalar. O atendimento primário é por conta das prefeituras e os municípios, a parte secundária é o Estado. Então nós já implantamos no Instituto do Câncer, no INCOR, no Hospital Emílio Ribas, no Cratod, no Hospital Mario Covas em Santo André, no DST-AIDS e agora vamos implantar mais sete hospitais até o meio do ano, inclusive UTI, terapia intensiva. Muitas vezes o foco de infecção está na boca, então nós vamos ter toda a rede hospitalar até o ano que vem de média e de alta complexidade. E como eu me referi aqui a implante, eu tinha um dente que às vezes caía no horário mais inadequado, então há três anos eu fui fazer um implante e o dentista, dr. Cláudio, o cirurgião-dentista no dia que eu fui fazer o implante, no dia da cirurgia, eu vi que tinha um outro colega, eles eram dois, né? Aí ele falou: “olha, sempre que eu faço uma cirurgia, eu convido esse colega, é para ajudar a segurar o paciente na cadeira, né”? Fiquei muito assustado, mas gostei tanto que fiz mais um, acabei fazendo dois implantes. Mas quero é deixar um grande abraço, contem conosco para trabalharmos juntos. Parabéns!