Alckmin discursa em aniversário do Iamspe

Bom dia a todos e a todas. Quero saudar o doutor Latif Abraão Júnior, superintendente do Iamspe, o deputado federal José Anibal, Secretário de Estado e Energia, doutor Alexandre Calachi, […]

sáb, 09/07/2011 - 10h00 | Do Portal do Governo

Bom dia a todos e a todas. Quero saudar o doutor Latif Abraão Júnior, superintendente do Iamspe, o deputado federal José Anibal, Secretário de Estado e Energia, doutor Alexandre Calachi, consultor da OMS, doutora Jane Barratt, secretária-executiva da Federação Internacional de Envelhecimento, doutor João Baptista Campi, diretor do Hospital do Servidor, doutor Abrahão Elias Abdalla, diretor-técnico de Divisão de Saúde do Hospital, o nosso deputado Milton Flávio, que foi superintendente aqui do Iamspe, o doutor João Batista Ferreira Mello, também ex-superintendente aqui do Iamspe, profissionais da área de saúde, amigas e amigos.

Primeiro, dizer ao doutor Calachi que conte conosco. São Paulo vai trabalhar muito para poder ser esse primeiro Estado amigo do idoso. Aliás, o Brasil, que sempre foi um país jovem – sempre se aprendeu que o Brasil era um país, uma pirâmide demográfica de base larga, um país jovem -, hoje é um país maduro e rapidamente será um país idoso, numa velocidade surpreendente, o que é que muito bom. Se a gente for verificar, há pouco tempo atrás, 70 anos, em 1940, a expectativa de vida média ao nascer no Brasil era 43 anos de idade. Hoje já é 73, 74. Quem passa dos 30 é quase 80, que sai da vulnerabilidade juvenil. E se a curva continuar, logo-logo 100 anos. E as mulheres não morrerão mais. Boas notícias, não é?

Todos nós queremos chegar lá, envelhecer, embora ninguém tenha pressa, mas é uma aspiração de todos. E isso impõe um conjunto de políticas públicas, essa mudança, quer dizer, a medicina, ela muda, as questões epidemiológicas, os fatores de morbimortalidade. Há uma mudança e uma mudança muito rápida. Necessidade de recursos humanos preparados, políticas públicas, mudanças atuariais na Previdência Social.

A capa da The Economist do mês passado era um senhor assim, meio coroa com uma banda na testa em cima de uma Harley‑Davidson, e escrito assim: “70 or burst!”, ou a aposentadoria vai passar para 70 anos, ou o mundo entra em recessão, porque não tem dinheiro para poder bancar os sistemas previdenciários no futuro. Então veja os impactos na Previdência Social, a mudança no setor de saúde, é o que vai levar os avanços da medicina, pesquisa, aliás, eu não tenho dúvida, o maior PIB do mundo, ele vai ser a área de saúde, pesquisa química, hospitais, atendimento, recursos humanos, tecnologia, indústria, porque as pessoas na medida em que vão melhorando suas rendas, querem o quê? Viver mais, e ao mesmo tempo com melhor qualidade de vida. Então o que mais vai crescer no mundo em termos de emprego: área de serviço, especialmente saúde, e um grande, uma indústria verdadeira no sentido de melhorar essa qualidade de vida.

Eu acabei de, com a doutora Maria José, ter uma aula de radiologia, oncologia, lá no novo acelerador linear, um aparelho, 3,6 milhões, um aparelho. Então, aquela medicina do meu tio avó que eu admirava, que me levou a fazer medicina, que era o médico e a sua maletinha, estetoscópio e o esfigmomanômetro, ela mudou. Hoje as medicinas são enormes estruturas públicas ou privadas, com custos muitos altos e sofisticados, multiprofissional, multi, cada vez mais multiprofissional, para oferecer o máximo em benefício da população. E nós estamos aqui no hospital, que é um dos maiores do Brasil, mais de mil leitos e completa 50 anos ser modernizando, avançando, no ponto de vista cientifico tecnológico, se modernizando com mais de 5 mil funcionários, colaboradores, profissionais na área de saúde administrativa, e de outro lado um enorme risco na área de saúde de ser perder a humanização, é tanto equipamento, tanta tecnologia, tanto custo, e aí vem um grande esforço de ser aliar esses avanços da ciência, da inovação tecnológica à permanente humanização. E quero saudar, aqui, duplamente: o hospital, que completa 50 anos – 1961- e avançando e melhorando.

Eu, um dia, vim aqui, na porta, ali, olhei, isso aqui era um depósito, esse salão, aqui. Quantos anos ficaram fechados, aqui? Acho que muitos e muitos anos. Tinha mesa, cadeira, pó, teia de aranha, tudo fechado, levei até um susto. Foi tudinho recuperado. Então, é um trabalho permanente. Nós podemos, ainda, avançar mais ainda. O Hospital do Servidor já é um dos melhores hospitais de São Paulo. Contem conosco. Eu, há 33 anos, fiquei dois anos, aqui, fazendo residência de anestesia, no IPA, Instituto Paulista de Anestesiologia, com o Tonico, doutor Antônio Pereira de Almeida, e o hospital é um padrão de excelência. Hoje deve ter mais de 300 residentes, não é isso? Residência médica, formação de recursos humanos, atendimento aos nossos servidores, seus familiares, agregados, enfim, o IAMSP cresceu, melhorou, avançou.

E, de outro lado, saudar, aqui, o Congresso, que está sendo encerrado hoje, não é, e que eu tenho certeza, vai trazer muitos bons frutos, e dizer ao doutor Calachi que conte conosco. Nós já temos um conjunto de políticas públicas, o Mario Covas, nosso ex-governador, saudoso Mario Covas, São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a ter o passe do idoso, ou seja, poder andar de graça no sistema público de transporte. Aqui é tudo de graça: Metrô, trem, ônibus, EMTU, todo sistema de transporte. O CRI, o Centro de Referência do Idoso, temos na Zona Leste, temos o Mandaqui, e é interessante o conceito do CRI. O CRI de São Miguel é um prédio de sete andares, vai desde a parte odontológica, prótese, tratamento odontológico, cardiologia, fisioterapia, exames, diagnóstico, tratamento, mas o andar mais frequentado é o 7º andar, que é o salão de baile. Aquele é o top.

Então esse conceito de que não é só idoso, doença, mas é um conjunto de políticas públicas. Até porque fiz um curso, agora, três anos atrás, depois que saí do Governo, aqui no Servidor, de acupuntura e ainda ouvia de que envelhecimento não é doença, é normal. Doença é desequilíbrio, a pessoa pode ter 70 anos e não está doente, tem 70 anos, limitações, e ter 40 e está doente. Então, todo esse estudo na questão da saúde para a terceira idade dos cuidados, dos avanços, das políticas públicas, o bairro, o amigo do idoso à cidade, o Estado, o país, o mundo. E como disse bem o doutor Calachi, quem é amigo do idoso, é amigo da pessoa humana, é amigo das pessoas, vai ter a humanização na nossa área, mas quero abraçando o doutor Latif, abraçar toda família aqui do Hospital do Servidor Público Estadual, e a gente percebe, eu sempre pergunto: A saúde está melhorando, ou está piorando? E as respostas sempre se dividem, porque há muita reclamação do SUS, o Brasil optou por um caminho que é correto. Eu fui constituinte, e lá na Constituição nós dissemos claramente, “saúde é direito do cidadão”, modelo europeu, modelo canadense, saúde é direito, outros países saúde é negócio, aqui é direito, mas você precisa ter dinheiro, recursos, financiamento, para poder oferecer uma saúde de qualidade que é cara para 190 milhões de brasileiros, mas é o conceito correto, este.

E nós vemos aqui no Servidor estes avanços da saúde, por isso o meu abraço para toda equipe aqui, abraçando o doutor Latif, desejando um bom congresso, um bom encontro sobre as questões da saúde do idoso para todos os profissionais de saúde, e dizer o doutor Calachi que conte conosco.

Muito obrigado!