Ponte Santos-Guarujá, uma solução real

Estamos convencidos de que essa é a solução que devemos buscar, contribuindo desse modo com uma nova matriz de logística

João Octaviano Machado Neto
Secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo

ter, 23/07/2019 - 16h06 | Do Portal do Governo

Há mais de 90 anos a população da Baixada Santista aguarda por uma ligação seca entre os municípios de Santos e Guarujá. O Governo do Estado de São Paulo está empenhado em concretizar esse projeto e tem convicção que a construção da ponte é a opção mais viável dentro do quadro econômico e de logística.

A população não pode mais esperar e precisa de ações com conteúdo técnico e responsáveis. O compromisso desta gestão é assegurar e investir em projetos que atendam à sociedade e que possam ser incluídos num patamar de viabilidade econômica que permita sua execução segura com base nas reais possibilidades financeiras do Estado. Desta forma, evitamos a descontinuidade de um projeto.

E a ponte Santos-Guarujá está inserida neste contexto, sendo projetada pela iniciativa privada, o que garantirá recursos sem onerar os cofres públicos. É o projeto mais seguro e viável, atendendo ainda às necessidades logísticas do Estado, pois assegura agilidade ao transporte vinculado ao Porto de Santos e gerando uma nova alternativa de mobilidade urbana.

A ponte é importante ainda porque será uma alternativa mais ágil quando houver interrupção das travessias devido às más situações climáticas, como aconteceu recentemente. Os motoristas, nesse caso, ganham uma opção mais rápida com a ligação seca e não aguardam horas na fila.

O atual projeto tem 7,5 quilômetros e envolve a construção de ponte, elevados e viadutos que farão a integração da Via Anchieta com a Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Todo o processo tem sido discutido com os municípios e com o governo federal, que é o responsável pela administração do Porto de Santos, e acreditamos no entendimento. Nossa análise leva em conta o impacto da ponte nos planos de expansão do Porto e também os benefícios para toda a população. O projeto está na Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e no aguardo de licença ambiental, que deve sair em oito meses.

Há quem defenda a construção de um túnel como forma de ligação entre os dois municípios. Essa hipótese acarretaria em um novo e imprevisível adiamento da iniciativa rumo à solução definitiva que integrará finalmente as duas cidades. Além disso, tem a exigência de investimentos mais elevados em relação à construção da ponte, exigindo a implantação de um pedágio de alto custo e um grande montante de dinheiro público.

Conhecemos a fundo o desejo já antigo dos municípios, de suas comunidades e de seus setores produtivos. A população tem pressa e não pode mais esperar. Muitos anos já foram gastos em discussões sobre a melhor alternativa. Estamos convencidos de que essa é a solução que devemos buscar, contribuindo desse modo com uma nova matriz de logística.

Uma matriz mais eficiente que certamente irá gerar melhor qualidade de vida da população que convive diariamente com as dificuldades impostas por uma estrutura que já não dá mais conta de atender ao potencial de desenvolvimento de uma das regiões mais importantes do nosso país.