Asas para voos maiores

A prioridade tem sido encontrar formas alternativas para melhorar a infraestrutura dos aeroportos, nos padrões que a população merece

João Octaviano Machado Neto
Secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo

sáb, 22/06/2019 - 10h14 | Do Portal do Governo

Ao anunciar em janeiro deste ano o Plano Aéreo Estadual, o Governo de São Paulo planejou aumentar a oferta de voos no interior paulista para outras regiões do Brasil e trazer desenvolvimento para todo o Estado. “Estamos estabelecendo um novo paradigma para o turismo brasileiro”, disse o governador João Doria. Vamos ampliar a atividade econômica e, com isso, aumentar a geração de emprego e renda para todos os brasileiros.

Atualmente apenas seis aeroportos, dos 21 administrados pelo DAESP, têm voos comerciais. É pouco pelo potencial e pujança que tem o interior – seja pela economia, ligada ao agronegócio, pelo turismo ou demanda dos passageiros. Por isso o Governo trabalha na criação das condições necessárias para ampliar a malha aérea, além de integrar, aproximar e conectar os municípios e os seus passageiros.

Diante da crise econômica, que também atinge São Paulo, o Estado mais rico do Brasil, a prioridade tem sido encontrar formas alternativas para melhorar a infraestrutura dos aeroportos, nos padrões que a população merece.

Entre as opções estudadas, a desestatização se mostrou a mais adequada. Com a chegada de parceiros da iniciativa privada, os aeroportos vão ter maior oferta de serviços, melhor infraestrutura e um atendimento eficiente e rápido para os passageiros. Com esse objetivo, nas últimas semanas, técnicos do DAESP e da IOS Partners, consultoria internacional contratada para fazer os estudos que vão definir a modelagem de desestatização – se privatização, concessão ou PPP – vistoriaram o aeroporto Estadual Adhemar de Barros, em Presidente Prudente. A visita foi importante para fornecer subsídios às equipes quanto ao potencial de expansão comercial, econômico e turístico deste que é o terceiro aeroporto mais movimentado no ranking de volume de passageiros entre os aeródromos administrados pelo DAESP.

Todo esse processo de desestatização dos aeroportos estará concluído no primeiro trimestre de 2020. O Plano Aéreo Estadual está sendo muito bem conduzido pelo superintendente do Daesp, Antônio Claret de Oliveira, que foi presidente da Infraero, profissional extremamente capacitado para um desafio dessa magnitude.

A proposta do Estado além de contar com a presença de aeronaves comerciais também vai incentivar o uso de aviões menores com a meta de atrair mais voos regionais e, com isso, criar conexões com o interior. A exemplo do que já acontece com sucesso fora do Brasil, como nos EUA, empresas que administram frotas de aviões menores estão prontas para operar sem exigir contrapartidas do Governo nem adequações dos aeroportos. Ou seja, o

Estado não arca com qualquer custo adicional e, melhor, consegue reduzir o preço do ticket médio para os passageiros. A medida ajuda a trazer mais dinamismo, dá força para o turismo no interior e evita a descontinuidade na prestação do serviço.