Governo do Estado de São Paulo

Eleições para Grêmio Estudantil ajudam a formar lideranças jovens

Alunos da E.E Sapopemba participam de atividade promovida pelo Grêmio Estudantil da instituição da zona leste de SP

Desde fevereiro, os estudantes da rede estadual de ensino são incentivados a criar comissões eleitorais sobre o pleito deste ano ligado à escolha do Grêmio Estudantil, que deve acontecer até 10 de abril.

A iniciativa faz parte do Projeto Gestão Democrática da Educação, que tem o objetivo de ampliar a participação de alunos dos ensinos Fundamental e Médio nas decisões da comunidade escolar. “Precisamos garantir que os estudantes tenham interesse e sejam informados sobre o processo. O aluno deve parar de olhar para a questão individual e contribuir com o espaço educativo”, destaca Sonia Maria Brancaglion, técnica do gabinete da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Dados de 2017 indicam que mais de 4,7 mil escolas estaduais de São Paulo contam com grêmios atuantes, o que representa 92% do total de instituições de ensino no Estado. O calendário da rede é unificado desde 2015. “O aprendizado do processo eleitoral só ocorre na prática. Temos trabalhado com a questão da transparência e que os estudantes possam entender um ao outro”, acrescenta Sonia Maria Brancaglion.

Líderes

De acordo com o diretor da E. E. Professor Milton da Silva Rodrigues, Osmar Francisco de Carvalho, o primeiro desafio dos grêmios estudantis está ligado à gestão de lideranças jovens. “Os alunos terão contato com a representação e precisam compreender movimentos de líderes, mas têm dificuldades em lidar com conflitos. O desafio do diretor permanece voltado a demonstrar que liderar vai além de promover eventos. Os gremistas devem unir a vontade à crença de que há desafios, além de desenvolver a resiliência”, explica o diretor.

Uma das alunas da instituição da zona norte da capital paulista que já assumiu papel de liderança é Isabella Bordalho, de 17 anos, vice-presidente do Grêmio Estudantil, eleita em 2017. “O maior problema é as pessoas levarem nosso trabalho como brincadeira, além da dificuldade de passar confiança para os alunos. Levo, desta experiência, a maturidade”, ressalta a estudante do 3º ano do Ensino Médio. “Aprendi a lidar com opiniões diferentes. A democracia é a base para a nossa vida e, por isso, o Grêmio é muito especial”, completa.

No calendário definido para o processo eleitoral está prevista a organização de chapas e campanha com a divulgação de projetos com vistas à obtenção de votos. A Assembleia Geral deverá escolher a Comissão Eleitoral, que organiza o estatuto do Grêmio Estudantil, para a definição dos cargos e posições de cada integrante, baseado nas legislações que o amparam.

Realidade

Para Daniel de Lima, aluno do 3º ano do Ensino Médio da E. E. Sapopemba, na zona leste de São Paulo, a representatividade dos jovens deve ser levada a sério. “Minha maior motivação foi ver que outros grêmios conseguiam modificar a realidade da escola. Nosso foco é trabalhar com os estudantes em diversas áreas”, revela o diretor de cultura do Grêmio Estudantil da instituição, que está com 18 anos e foi escolhido em 2017.

Realizado o pleito, a Comissão Eleitoral e a equipe gestora serão responsáveis pela guarda dos votos até o dia 11 de abril, quando será conhecida a chapa vencedora, empossada a diretoria e feito registro em ata. As unidades que possuem grêmio em atividade também precisam realizar anualmente o pleito para garantir que os novos alunos participem da composição das chapas e da escolha.

Mais informações sobre os procedimentos estão disponíveis no portal da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.