Qui, 15/05/08 - 10h19

Escolas estaduais passam a ter metas de qualidade ano a ano

Índice de Desenvolvimento da Educação foi anunciado nesta quinta-feira, 15, em SP

Atualizada às 17h09

A rede estadual de Educação em São Paulo passa a ter metas para suas escolas. A Secretaria Estadual da Educação anunciou nesta quinta-feira, 15, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). “O objetivo é termos um indicador que dialogue com a escola e permita que ela identifique seus problemas principais e consiga melhorar a situação”, explicou a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, no final da manhã de hoje na sede da secretaria, na capital.

O Idesp estipula metas a serem alcançadas pelas escolas estaduais a cada ano. Cada uma das 5.183 unidades ganhou um índice para 2007 e metas a serem alcançadas já a partir deste ano. Os números podem ser obtidos na página do Idesp no site da secretaria, em http://idesp.edunet.sp.gov.br/ .

A idéia é fazer com que a rede estadual atinja até 2030 um alto nível de educação, compatível com o de países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O índice

O Idesp segue o modelo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do governo federal, mas com diferenças importantes. Por exemplo, o Ideb, realizado a cada dois anos, utiliza nota média dos estudantes, enquanto o Idesp considera a distribuição dos estudantes da escola em quatro níveis de proficiência. “O Idesp vai permitir que nossas escolas melhorem mais rapidamente para atingir as notas do Ideb”, afirmou a secretária.

Para criar um índice de qualidade, foram considerados dois critérios: o resultado de desempenho dos alunos no Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), tendo em vista sua distribuição em quatro níveis de proficiência (abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado), e o fluxo escolar em cada nível de ensino das escolas. O fluxo é determinado pela taxa de aprovação média em cada ciclo (4ª e 8ª séries do Fundamental e 3ª do Ensino Médio).

A escola terá um Idesp para cada ciclo. Ou seja, se a escola tiver três ciclos (1ª a 4ª, 5ª a 8ª e Ensino Médio) terá três índices, três metas. Isso porque a situação dos estudantes da rede estadual paulista não é homogênea, conforme demonstrou o Saresp 2007. A meta é municipalizar o ciclo inicial (1ª a 4ª série), o que poderia modificar drasticamente as metas caso fossem únicas por escola.

As metas

A Secretaria da Educação espera que em 2010 a rede estadual tenha 41,2% dos estudantes da 4ª série nos níveis "adequado" e "avançado". Na 8ª série, 28,2% em "adequado" e "avançado" e no Ensino Médio, 16,6%.

A meta é individual e leva em consideração a atual situação da escola, dificuldades e potenciais. Cada unidade é comparada somente a ela mesma, ou seja, sem comparação com outras unidades. Os níveis ideais a serem alcançados em 2030 variam de acordo com o ciclo. Para a 4ª série, as escolas terão de chegar ao índice 7. Para 8ª, 6. Para 3ª do Ensino Médio, 5.

Atendimento especial

As escolas que apresentaram índices abaixo do esperado receberão atendimento especial imediatamente, garantiu a secretária da educação. “Essas medidas incluem desde apoio pedagógico até prioridade na infra-estrutura, uma supervisão maior e um monitoramento semanal”, adiantou.

Para a secretária da educação, os números do Idesp revelam duas grandes questões. A primeira é a de que o desempenho dos alunos dos quatro anos do ciclo inicial está melhorando significativamente, “tanto é que muitas escolas estão próximas de atingirem a meta para 2030”, garantiu.

O segundo ponto é o fato de que os indicadores podem ser superados com o emprego de simples iniciativas. “O mais importante é que há aspectos internos à escola que são muito fáceis de nós melhorarmos, ou seja, que não dependem da escolaridade dos pais e da situação sócio-econômica familiar”, explicou a secretária. Uma dessas medidas simples é a permanência do diretor na mesma escola. A secretária citou como exemplo o caso de uma escola com índice ruim por onde já passaram quatro diretores desde o começo do ano.

Manoel Schlindwein com Secretaria da Educação

 

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