Ter, 06/05/08 - 21h00

São Paulo ganha maior hospital do câncer da América Latina

Estado investiu R$ 270 milhões no Instituto inaugurado nesta terça-feira, 6, pelo governador Serra

Atualizada às 19h51

O governador José Serra inaugurou nesta terça-feira, 6, na capital, o maior hospital especializado em tratamento de câncer da América Latina. O Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira é fruto do investimento de R$ 270 milhões do governo paulista em obras e equipamentos e vai receber pacientes encaminhados de todo o Estado para atendimento de casos que necessitem de cuidados especializados.

O governador ressaltou que o novo hospital deverá marcar uma mudança quantitativa e qualitativa no tratamento do câncer.  “Trata-se de uma instituição de ponta que será referência não apenas em nosso Estado, mas no Brasil”, disse nesta tarde o governador José Serra ao lado do secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, no saguão do novo hospital.

O elevado número de óbitos em decorrência do câncer foi citado pelo governador como justificativa para o empreendimento. “Esse prédio começou a ser construído há 19 anos e coube à mim a parte final. O perfil da oferta de serviços de saúde do setor público mudou ao longo dos anos. Me pareceu mais adequado especializá-lo no atendimento do câncer, que é a segunda doença em mortalidade no Brasil, depois das doenças cardiovasculares”, explicou Serra.

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Presente à cerimônia de inauguração do Instituto do Câncer, o vice-presidente da república José Alencar disse estar certo de que a instituição terá destaque internacional.  “É realmente excepcional a satisfação que me cabe de estar participando  da inauguração deste hospital. Raramente na história do Brasil acontece uma oportunidade para que o país ganhe uma jóia tão cara. Realmente é São Paulo dando o exemplo mais uma vez”, disse Alencar.

O novo hospital terá gestão da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), responsável também pelo gerenciamento do Hospital das Clínicas. Além do atendimento médico, os profissionais da instituição desenvolverão atividades de ensino e pesquisa, de acordo com o modelo de ensino médico introduzido pela FMUSP no país. O objetivo é dotar o instituto das condições necessárias para se posicionar como centro de pesquisa de referência em nível internacional na área oncológica, inclusive no desenvolvimento de novos fármacos e tratamentos.

Triplo de vagas

Com o novo hospital, a cidade de São Paulo terá três vezes mais vagas públicas exclusivas para tratamento de pacientes com câncer. Do total de 580 leitos, 360 serão de apartamentos com duas vagas, 84 de UTI e terapia semi-intensiva e 30 de hospital dia, além de vagas específicas de observação, recuperação pós-anestésica e cuidados paliativos, dentre outras.

Quando estiver em pleno funcionamento, o novo hospital realizará por mês cerca de 1,5 mil internações, 33 mil consultas ambulatoriais, 1,3 mil cirurgias, 6 mil sessões de quimioterapia e 420 de radioterapia. Haverá cerca de 120 consultórios médicos. O custo anual do instituto foi estimado em R$ 190 milhões.

Inicialmente o novo instituto irá oferecer atendimento ambulatorial em oncologia clínica e ginecológica, além de quimioterapia e 12 leitos de UTI. Também entrarão em operação na primeira fase todas as unidades de apoio, como nutrição, SAME, vestiários, refeitório, central de almoxarifado, farmácia e rouparia.

Até o final deste ano está prevista a ampliação do atendimento ambulatorial e início das internações clínicas e cirúrgicas. O hospital deverá estar com todas as suas áreas em operação até o fim de 2009, incluindo o serviço de radioterapia.

Salto de qualidade

A assistência prestada será inovadora, ao permitir que o paciente tenha todas as fases de seu atendimento, do diagnóstico à reabilitação, integradas no mesmo local. “O novo instituto representa o que há de melhor no atendimento de casos oncológicos, com equipamentos de ponta e profissionais altamente especializados. O Estado de São Paulo dará um salto de qualidade sem precedentes nessa área”, afirma o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

“É um grande desafio dirigir um hospital desta magnitude. A população pode ter certeza de que contará com o que há de mais moderno em recursos para tratamento do câncer e atendimento de nível internacional. Será um centro de excelência que vai atuar sempre na busca de conhecimentos científicos que auxiliem na luta contra a doença", afirma Giovanni Guido Cerri, professor da USP e diretor geral do novo instituto.

 Manoel Schlindwein com Secretaria da Saúde

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