Ter, 12/02/08 - 09h10

Projeto de revitalização da cadeia do vinho entra na segunda fase

Iniciativa é coordenada pelo Instituto de Economia Agrícola e financiado pela Fapesp

O projeto "Revitalização da cadeia vitivinícola paulista: sustentabilidade, governança e competitividade" está entrando na sua segunda fase. Coordenado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, seu objetivo é colocar São Paulo entre os maiores centros produtores de uvas e vinhos de qualidade, aumentando a produção de ambos e, conseqüentemente, gerando emprego, renda e fixação de famílias nos espaços rurais e periurbanos.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) e desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC), todos ligados à Secretaria, além de membros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Trata-se de uma iniciativa da prefeitura de São Roque, em parceria com o Sindicato da Indústria do Vinho do município, Secretaria de Agricultura do Estado e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Outros municípios contemplados são Jundiaí, Jarinu e São Miguel Arcanjo. A principal característica do projeto, desde início, tem sido envolver os diversos agentes da cadeia produtiva em busca de estratégias coletivas.

Na primeira fase, desenvolvida de fevereiro a julho do ano passado, foi possível atualizar o cadastro de produtores de uva e vinho, definir os elos básicos da cadeia produtiva (viveiro de mudas, produtores de uva e de vinho) e elaborar um questionário minucioso para definir o perfil dos produtores (e suas necessidades), além do processo produtivo.

Subprodutos

No próximo dia 14, uma reunião será realizada na prefeitura de Jundiaí para dar início aos trabalhos da segunda fase. A etapa que se inicia vai demandar dois anos para o desenvolvimento de três subprojetos.

O primeiro inclui a caracterização socioeconômica e tecnológica da cadeia vitivinícola paulista, reconhecendo o manejo das videiras, as condições de trabalho, o processo produtivo do vinho, os perfis de produtores e os principais destinos da produção.

O segundo subprojeto avaliará o comportamento de solo e clima das variedades de uva destinadas à produção de vinhos finos, vinhos comuns e de outros derivados. Além disso, formará duas coleções de germoplasma, sendo uma de uvas para vinhos e derivados e outra para porta-enxertos.

O terceiro classificará os vinhos produzidos nos municípios envolvidos, mediante avaliação química e sensorial. Além da classificação dos vinhos, será desenvolvido um trabalho de sensibilização junto aos produtores quanto à necessidade de adequação às condições sanitárias exigidas pela legislação.

Os planos são de que os resultados norteiem futuros encaminhamentos de políticas públicas para o setor, com a aplicação pelas prefeituras parceiras do projeto.

“Além das informações fundamentais para o planejamento das atividades vitivinícolas da região, a idéia é que o projeto consolide um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento do setor”, diz a pesquisadora do IEA e coordenadora do projeto, Adriana Verdi.

Da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento

(I.P.)

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