Ter, 26/01/10 - 15h17

Governo tem programas na Educação para alunos diferenciados

Déficit de aprendizagem, superdotação, deficiência visual estão entre os casos atendidos

Uma das preocupações do Governo de São Paulo é atender a todo tipo de aluno nas escolas do Estado. São vários os programas voltados a estudantes superdotados, com déficit de aprendizagem, deficiência visual e outros casos. Em todos eles, a Secretaria da Educação prepara profissionais para cuidar especificamente dessas situações em sala de aula.

Um levantamento da própria Secretaria aponta que o número de alunos superdotados identificados na rede estadual de ensino continua crescendo. Em 2009, foram 1.022 casos identificados pelo projeto "Um Olhar para as Altas Habilidades". O crescimento chega a 61% em comparação a 2008, quando os professores relataram a existência de 397 estudantes nas mesmas condições. Desde o ano do lançamento do programa, em 2007, foram capacitados 270 professores para identificar alunos que se destacassem dos demais. Leia mais sobre o estudo realizado aqui.

Comunidade GLBT

Procurando atender ainda mais e melhor essa diversidade de alunos, o projeto mais recente do Governo é voltado à comunidade GLBT. Com recursos do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, a ONG E-Jovem irá abrir a primeira unidade da escola em março, na cidade de Campinas, no interior. A escola não oferecerá ensino regular, mas sim cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines, entre outros.

Cape

O Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape) é também o órgão da Secretaria da Educação responsável por capacitar professores para a identificação de alunos com superdotação (com altas habilidades), com autismo, com déficit de atenção ou hiperatividade. Sua equipe é formada por psicólogos, fonoaudiólogos e professores especializados.Oitenta e três mil professores da rede estadual de ensino do Estado já foram capacitados para identificar, lidar e ensinar alunos com algum tipo de deficiência.

O Cape também oferece cursos de orientação de ensino de língua portuguesa para pessoas com deficiência auditiva. Em 2009, cerca de 2 mil professores também foram capacitados sobre a Linguagem Brasileira de Sinais.

Materiais Adaptados

Outro investimento na Educação é na produção de materiais adaptados às necessidades especiais dos alunos, como livros em braile. Os alunos com deficiência têm outros materiais à disposição na rede. Para os estudantes sem visão ou com visão subnormal, a Secretaria oferece o Soroban, espécie de ábaco para fazer contas; a máquina de assinatura, utilizada para aprender a assinar o nome; e estante para leitura em braile.

Além disso, os alunos com deficiência na visão acompanham as aulas com material didático específico. Os cadernos, que fazem parte da Proposta Curricular da Secretaria de Educação, estão disponíveis no formato de livro digital. Por meio de um software chamado DosVox, os estudantes conseguem ouvir o que está sendo mostrado no computador. Por meio desse software também é possível navegar na internet e fazer trabalhos da escola.

Além das salas de recursos, a Secretaria da Educação apoia entidades assistenciais que educam pessoas com deficiência mental e isso beneficiou cerca de 33 mil crianças em 2009.

Do Portal do Governo do Estado

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